Luma Elora Aislin

Luma Elora Aislin
Sabá de Ostara

domingo, 29 de novembro de 2009


Soneto à Lua
       
Por que tens, por que tens olhos escuros       
E mãos lânguidas, loucas e sem fim       
Quem és, que és tu, não eu, e estás em mim       
Impuro, como o bem que está nos puros?
Que paixão fez-te os lábios tão maduros       
Num rosto como o teu criança assim       
Quem te criou tão boa para o ruim       
E tão fatal para os meus versos duros?
Fugaz, com que direito tens-me presa       
A alma que por ti soluça nua       
E não é Tatiana nem Tereza:
E és tampouco a mulher que anda na rua       
Vagabunda, patética, indefesa       
Ó minha branca e pequenina lua!
Vinícius de Moraes, Rio, 1938

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Perdoar para Renovar.





Texto: Carlos Solano
Ilustração: Laís Dias

Impressionante... Dona Francisquinha, minha faxineira rezadeira, está sempre bem, forte e sacudida... “Sempre não, mas coincide...”, ela me diz, sorrindo até as orelhas.
Qual a receita?, resolvi assuntar.
E como a comadre não guarda segredos...
Contra solidão? “Visitar alguém, é claro”.
Raiva? “É só cantar!”
Medo? “Rezar para o Anjo da Guarda.”
Contra melancolia e tristeza? “Goiabada com queijo!” Ela me diz, olhando de rabo de olho. Simples assim.
Mas o melhor dessa prosa foi descobrir que o segredo principal de dona Francisca é perdoar. Só isso tudo...
Foi com ela que eu aprendi como a casa pode se libertar do passado e acolher novas flores e amores. “Nós próprios somos os curadores divinos. É só respeitar a crença de cada um e, se todos têm fé e amor, pronto, está feito o milagre.
É só confiar!”, me assegura a querida Francisquinha.
Antes de mais nada, atraia uma Chuva de bênçãos, perdoando a si mesmo: “Que haja paz dentro de mim, que eu possa confiar no poder mais alto que é Deus, pois estou exatamente onde devo estar. Que seja feita a vontade de Deus, nosso Pai, que eu não me esqueça das possibilidades infinitas que nascem da fé, que eu possa usar as bênçãos que recebo e transmitir o amor que me é dado. Que eu possa sentir-me satisfeito sabendo que sou filho de Deus e, permita Senhor, que Sua presença esteja em meus gestos e dê à minha alma liberdade para cantar, dançar e se aquecer na Sua Luz, que está aqui para todos nós, amém!”
Para perdoar o passado da casa e clarear a vida, use a Bênção da luz, fazendo o sinal da cruz na janela principal da moradia. “Vem santa Luzia, de noite e de dia, trazer-me essa luz, dos braços da cruz (fazer o sinal da cruz sobre a janela três vezes). Se é nuvem pesada e de água formada, por Deus enxágüe e será derramada (fazer o sinal da cruz sobre a janela três vezes). Vais ver que esta luz no Céu se produz (fazer o sinal da cruz sobre a janela três vezes)!”
Para perdoar os outros, de corpo e de alma, nada melhor do que os Banhos de frutas e flores.
Contra pensamentos rancorosos ou depressivos, prepare um Banho de Maçã Vermelha, que desintoxica as emoções: deixe a maçã (cortada em quatro) em infusão na água bem quente por 20 minutos. Deixe o chá amornar, retire a maçã e jogue do pescoço para baixo, depois do banho normal de chuveiro, dizendo assim: “Libertai, Senhor, o meu coração”.
Depois do banho, pode-se borrifar a casa com esse chá.
“Quando vejo que alguém não sabe perdoar, logo digo que é preciso chamar o amor com nove flores de maria-sem-vergonha, de qualquer cor!” Continua a comadre. É só fazer o chá dessas flores, tão leves e soltas, e tomar três banhos em cada Lua nova, do pescoço para baixo, por três meses.
Para reforçar, coloque um vasinho com a flor dentro de casa...
Depois de perdoar, o que faz abrir os caminhos, é preciso atrair harmonia e fartura, pegando três galhos de manjericão na mão direita, rezando a casa com fé e agradecendo muito.
Lembre-se do que diz dona Francisca: “Aquilo que é seu sempre buscará um caminho para chegar até você”.
Para proteger a vida nova, esco lha uma planta de seu agrado, deixando o vaso na entrada do lugar.
Pegue a chave da porta da frente, coloque dentro de um copo de água dizendo em voz alta: “Anjo guardião, envolva a minha casa com a sua proteção!” Deixe o copo dormir ao relento e, no dia seguinte, ao meio-dia, despeje a água no vaso, repetindo a invocação.
Novo ano... Muitas vezes nos esforçamos, queremos o melhor, mas a graça almejada não se realiza... “Isso acontece porque existe uma dor bem escondida, fechando o caminho”, ensina a mestra dona Francisca.
Portanto, antes de qualquer voto, ação ou decisão, é preciso perdoar. E comece por você. “Se perdoando, a graça divina é aproximada. Vamos liberar a dor... E virar uma flor!”, diz a sábia Francisquinha.
Revista Bons Fluídos...jan/08.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O que de fato é essencial num ritual de sabat?


Olá !
Essa foi uma das inúmeras perguntas que me chegam de quando em vez na verdade ela me chegou assim, "o que de fato é essencial num ritual de sabat? O fato de eu não crer necessário todos esses objetos inflenciam na prática do ritual? Obrigadinha...rs "
Isso já faz um tempo, estavamos para ritualizar Mabon, logo no decorrer do texto irá aparecer referência a esse Sabat contudo, é um texto geral sobre os sabats em que expresso minha opinião, minha maneira de ver e sentir, o que de forma alguma quer dizer que sou dona da verdade...mas, sim dona da minha verdade e da forma que procedo, é dentro das minhas vivências que procuro passar alguma coisa para quem depois de mim, resolveu conhecer e trilhar os caminhos antigos.
Outra coisa que quero dizer é que as fotos que usei para os textos, que na verdade é um só partidinho em várias postagens, são mistas....algumas são da internet e outras fotos minhas mesmo de sabás e rituais os quais celebrei.
Uma boa leitura e muito grata a quem aqui vier.
Bençãos dos Antigos!
Bjus
Luma Elora Aislin

O que de fato é essencial num ritual de sabat? Parte I


O que ocorre é o seguinte, na Arte temos instrumentos, que nos são sagrados devido ao seu simbolismo, muito mais do que ser simbólico, é o conteúdo energético que ele carrega por anos de uso dentro da magia.
Nossos instrumentos, além dos que tem função prática, é claro, como no caso do Boline (ou faca de cabo branco), que serve, entre outras coisas para cortarmos as ervas a serem usadas, sejam em ritual, em feitiços, num simples banho de ervas ou chás.....tem bruxa que vai usar seu boline apenas em coisas que estão ligadas a um ritual formal ou então, a feitura de um feitiço, não é o meu caso. Se tu chegares aqui em casa e precisar cortar algumas ervas para levares para por no teu chimarrão ou fazer um chá para dor de barriga, se tiver que usar o boline, eu uso....
Bem, além desses, existem os que estão ali para uma ancoragem de energia, estão ali para nos lembrar, para nos induzir, a um estado de consciência, muitas vezes necessários a um ritual, nem que seja para lembrar que estamos diante dos Deuses e devemos estar em posição de respeito e honra, parece estranho eu falar isso aqui mas, olhem.... vou falar sobre minha experiência.....altar montado, as pessoas reunidas, o sacerdote querendo começar o ritual, a formação do círculo (de forma formal, pois todos já estavam em formação circular, e alguns membros do círculo, rindo e conversando, comentando a noitada anterior e se as companhias eram boas ou ruins, (bem, me desculpa, mas, é verdade.....e, dói em uma bruxa....) isso em frente ao altar e aos símbolos, imagina sem essa, como diria alguns, pompa.

O que de fato é essencial num ritual de sabat? Parte II


Costumo dizer que uma verdadeira bruxa, começa suas práticas no hoje, sem absolutamente nada, porque ela já tem inserido em seu subconsciente, a representação, daquilo que lhe é sagrado, e mais ainda, a devoção e o respeito...quando falo em respeito parece uma coisa imposta mas, nada tem a ver isso aqui, simplesmente o ato de ter uma atitude respeitosa, está imbuída aqui do sentimento de devoção. A bruxa trás dentro de si a memória residual dos instrumentos mágicos ritualísticos que um dia manipulou e, aquilo trás ao seu aqui e agora toda uma carga positiva em seus rituais, carga de ancoragem, de proteção, etc
Desta forma é absolutamente normal se realizar um sabá, praticamente de mãos abanando, digo isso, porque o mais comum é que, pelo menos uma vela pequena, um incenso, é utilizado....contudo eu já fiz rituais sem absolutamente nada mas, quando começamos assim, e mesmo sabendo que o material não nos impede, ou melhor a ausência deles, quando vemos já fomos adquirindo nossas coisinhas, isso não quer dizer um aparato imenso, onde temos de tudo que se vê descrito em rituais prontos e muito mais....porque se tu começar a ler...e, por isso a leitura é fundamental, verás que a existência de elementos beira ao enchimento de muitos baús ou armários, rsrsrsrsrsrrsrsr mas, é assim...até porque, começam a aparecer na frente da bruxa, aquilo que se destina à ela, isso ocorre às vezes de forma quase que mágica, como por exemplo, tu entra em um lugar em que nunca viu determinada coisa para vender e então, como num passe de mágica, tu dá de olho em algo relacionado a Arte....isso é bem estranho, e mais estranho ainda é que tendo o impulso de adquirir, mesmo que conte moedas, o dinheiro estará lá...ou então, logo em seguida, tu terás a quantia em mãos.....e é assim que aos pouco se adquire algumas coisas mas, isso não quer dizer que, mais uma vêz reforço, tenha que se ter tudo....eu, por exemplo, ainda não tenho todos os isntrumentos da Arte, me refiro aqueles consagrados pela literatura, e que se tem em mente que toda a bruxa possua.

O que de fato é essencial num ritual de sabat? Parte III


Isso também se aplica a roupa, vai chegar um momento que tu vai ficar incomodada de estar com as roupas que usa no dia a dia e, automaticamente vai eleger um vestido confortável e começar a usar apenas aquele cada vez que pensar num ritual, ou terá vontade de tirar a roupa...essa vontade é mais forte durante um esbat de lua cheia.....eu, por exemplo, posso ir para o campo sem absolutamente nada,e estar usando uma roupa normal, apenas para realizar um discreto culto a Deusa da noite, ficar sentada em algum cantinho, olhando a lua e orando...ou seja um simples ritual de adoração e honra...e, sempre vou querer estar sob minha capa...é justamente nesses rituais simples, que mais sinto a necessidade da capa e do capuz, é como se pela capa houvesse o isolamento do mundo profano e passasse a ficar somente eu e a divindade lunar, em perfeita harmonia.
Por outro lado, há, e cada vez mais quem ao ler o primeiro livro de bruxaria ou wicca, saia feito louca e volte com uma bagagem nas mãos, principalmente agora em que lojas especializadas se multiplicam...não sabem nem ao certo o que fazer com aquilo tudo, vão ao livro palavra por palavra, fazendo purificações e consagrações de instrumentos, rituais elaboradíssimos, tudo acompanhado do livro para não esquecer ou então religiosamente decorado e sai repetindo aquilo como prática constante e depois de um tempo, em conversa ou debate com alguém, discorre que aquela é a única forma correta de proceder, todo o resto não conta, imagina! Sair inventando rituais de purificação e consagração ou até mesmo não fazê-los...que heresia!

O que de fato é essencial num ritual de sabat? Parte IV


Na realidade baseado no que lemos, devemos criar nosso próprio ritual, dentro de uma margem, de variedade mas, que personalize cada um deles, afim de que não fiquem muito entrelaçados, isso não impede e pelo contrário, deve haver elementos iguais de um para outro, até porque as estações se encostam, na natureza as coisas não vem em gavetas separadas e catalogadas como em uma loja de departamentos, no térreo bazar e móveis e no andar de cima roupas e acessórios.....
Quando eu entrei para o coven do Val e comecei a ritualizar com eles e não mais só, eu passei a utilizar as correspondências dele, o que era muito natural, depois que sai do coven, continuei com elas, por uma questão simples eu ancorei essa energia em mim....é como acender a luz da peça em que vamos trabalhar, são símbolos que deflagram um estado de alma e ajudam a preparar a formação do círculo mágico pelas suas simples presença, dessa forma quem entra em contato comigo, vai perceber que as cores sabáticas são diferentes das narradas na literatura e que na literatura, também as cores divergem de autor para autor, de tradição para tradição, e isso das tradições, também elas definem uns ou outros instrumentos, e a forma como usa-los.
Eu sou uma bruxa pipa, solta no ar....acrescentei coisas, elementos as minhas práticas do convívio com o Val e fiz isso porque ao estar com ele, percebi que assim era uma forma correta de estar e que me ajudava na harmonia mágica....enfim me deixando à vontade.
Eu noto que muitas pessoas pregam a ausência de instrumentos e de elementos e total desprezo por esses e dizendo que não fazem falta, que isso tudo é golpe para vendas e tudo o mais, o que de certa forma eu não deixo de concordar mas, pelos Deuses! Vejo também um pensamento completamente distorcido, como querer ser algo e desprezar os simbolismos dessa mesma coisa? Acho isso um desrespeito, é certo que há limites, aproveitadores, deslumbrados e tudo o mais, mas vejam com 5 pauzinhos e um círculo de cipó ou alguma raíz, ou uma corda, se faz um pentagrama, ou com um pouco de argila.....uma singela faca de cozinha, um boline...e assim vai....

O que de fato é essencial num ritual de sabat? Parte V


É uma questão de escolha mas, essa escolha deve ser coerente com o que se está vivenciando, senão fica evidente aquela grotesca disparidade, e existe muito por aí, podem acreditar....
Em relação as cores do sabá, eu utilizo a cor laranja para Mabon.
Mas, antes quero falar de algo que me passou, os que pregam que o que vale é a intenção, muito correto. E é justamente essa intenção firme e forte e cheia de fé, que vai carregando magicamente os intrumentos da arte, onde chega a um ponto em que eles estão assim cheios de poder, e como tal são considerados como instrumentos mágicos e com vida própria, daí decorre toda aquela ritualística e mística frente aos objetos de uma bruxa ou de um mago.
Outra coisa, dentre os objetos dos rituais temos os instrumentos mágicos e os simbólicos de todos os rituais e os de cada ritual, os simbolismos específicos.....aqui de novo impera o bom senso, ninguém precisa deixar de ritualizar porque não tem flores para o altar, porque não fez pão ritual, porque não tem todas as velas necessárias, nas cores correspondentes e por aí vai....se um ritual tem muitos elementos, ficamos mais envolvidos na arrumação do mesmos e na ordem das coisas e nos perdemos da essência, contudo se optarmos por essa forma de ritualizar, se realmente imbuídos de intenção sagrada, cada gesto servirá como um ato devocional, uma oração, é um todo harmônico que gera muito ancoramento, muita paz, muito amor, quanto mais envolvidos, mais estamos mergulhados na energia da Senhora e do Senhor, e isso é muito bom.
Então, fica claro que o início de tudo é a intenção, a fé, o amor , a vontade, a disposição....bruxaria é antes de mais nada uma entrega de devoção e amor, senão vira apenas práticas mágicas, se igualando a qualquer feiticeiro, que funciona com pactos e todo o resto (eu uso o termo feiticeiro, para definir aquilo que se convencionou chamar de bruxa, rsrsrsrsrsr).
Dessa forma, ritualizar Mabon, pode ficar resumido ao acendimento de uma vela laranja, um incenso que corresponda ao período...e toda devoção que pode expressar um coração...na prática das orações, que serão as invocações ao Deus e a Deusa...sem mesmo precisar abrir o círculo mágico, embora essa prática vai deixando o bruxo cada vez mais apto na formação eficiente do círculo, quando esse tiver que necessariamente ser traçado.....

O que de fato é essencial num ritual de sabat? Parte VI


E mais quem realizar o ritual dentro e fora do círculo, certamente sentirá a diferença...outra coisa é o convite aos guardiões...ora, quando fazemos uma festa,chamamos convidados afins não é mesmo? E os chamamos, queremos a presença deles, quando organizamos o aniversáio dos filhos pensamos nas crianças, preparamos tudo para elas, imaginem se os amiguinhos não chegam, ou mais ainda, vc prepara a festa para o filho, com tudo que tem direito e não chama os amiguinhos...diz para a criança tem bolo, docinho , guaraná, tem balões, balão surpresa e lembrancinhas com balas e pirulitos e tem até gelatina com frutas e carrinho de algodão doce mas, tu meu filho ficarás só, mamãe não chamou os amiguinhos...porque não são necessários, ou simplesmente não os convidei por preguiça......é nessa situação, que vejo a ausência dos guardiões...elementais, natureza, Deus e Deusa, bruxaria, magia, estão de tal forma ligados, que não há como separar, sem que a coisa pareça, um tanto, sem noção, vazia....eu não sei é minha visão......
Afinal as religiões tem seus ritos...e, isso também é bem corrente, as pessoas se voltam contra os ritos e vem para a bruxaria que acena com liberdade, rsrsrsrsrs primeiro que é uma visão totalmente distrocida, segundo, confusão de liberdade de escolha com libertinagem de ação...são coisas bem diferente.
Bem, por hoje é só mas, quero saber o que pensas e em cima disso como farias um ritual de Mabon?
É um exercício, rsrsrsrsrsrsr
Bençãos dos Antigos!
Luma Elora Aislin

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Um recadinho primaveril.


Estamos na vibração sagrada de Ostara.....
Deixe que as flores perfumem teu dia....
Que pássaros cantem para ti......
Deixe as cores entrar em teu coração....
E assim aos poucos a magia da renovação se fará presente em tua vida.....
Respire, olhe....
Sinta, abra teu melhor sorriso......
A vida desperta no planeta, deixe o universo te despertar do longo sono do inverno, é hora de viver os sonhos do sono.....
É o momento de acordar, crescer, florecer e amar......
Luma Elora Aislin.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Conversinhas.


Então, aí está o texto que escrevi o ano passado após ler a revista Bons Fluídos de Dez de 2008....espero que tenham tempo para refletir um pouco sobre essa coisa de Natal, de festas de antagonismo religioso.....vamos celebrar...seja de que maneira ou maneiras for...vamos honrar os sentimentos, honrar nossos corações e a alma de nosso irmão......que está aqui ao lado, sempre precisando de um carinho...quem não precisa não é?
Um alegre final de ano para todos quando ele chegar...kkkkkkk...um final de ano, claro!!!!! Não dentro da roda bruxesca......mas, que diferença isso faz?
Luma Elora Aislin.

Sentindo o Natal....um texto para refletir Litha.....



Sentindo o Natal.
(um texto sob a vibração de Litha)

Então, é Natal! Fim de ano... De novo... Sou apaixonada por ler Bons Fluídos, já fui assinante, agora compro nas bancas, e já fazia alguns meses que eu não comprava, com o passar dos natais mudam as prioridades, mas talvez porque seja uma virginiana, os gostos perduram. E lá fui eu ao centro ontem, pagar contas e acabei fazendo um agrado ao meu coração, comprei a Bons Fluídos de dezembro... afinal das contas, é Natal!!!
Agora, com um calor de queimar cada fibra do corpo e da alma, deitei na rede para alimentar meu ser, com as letrinhas mágicas da revista.
Serviço é que não falta, mas depois de uma noite mal dormida, Julio com mais de 40º de temperatura, depois de antitérmico, compressas, reiki, termômetro, água, mãe dói aqui,...Mãe dói ali.... Finalmente adormeceu e com ele, eu. Deitada em um colchão ao lado da cama, de mãos com o filhote: eis a saga da mãe-enfermeira de plantão, de domingo à domingo, de natal à natal, 365 dias do ano, rsrsrs (preciso colocar o rsrsrs, é necessário que saibam que estou moída, mas dou risada...). Como ia dizendo, depois disso, uma manhã de sol radiante, a temperatura elevou-se em grandeza tal, aí vem a chuva, com direito a tempestade, já prevista no jornal do almoço, resumo, o sol encoberto de nuvens o mormaço paradão, faz o suor escorrer em bicas.
Que jeito, senão a rede e os Bons Fluídos. Começo a leitura e chega-se ao Natal, primeiro um artigo da psicóloga da coluna, onde fala do sentimento de tristeza que acomete alguns nesse período do ano. E, eu digo, que hoje acomete bem mais.
Então, cheguei ao maravilhoso Rubens Alves. Ah! Esse senhor me faz sonhar com as letrinhas, me deixa exultante com sua escrita sensível, de fortidão de alma, quão mágico é esse mineiro. Abrirei um parêntese, “Senhor Rubens, sou sua fã incondicional, com todo o respeito, o senhor é uma paixão, acredito piamente que nem a comida mineira pode ser mais saborosa, do que sua encantadora literatura. Obrigado por existir na minha vida!”.
Então, escreve o senhor Rubens o seguinte:
Para pensar durante a festa ( o título já é sugestivo, não?).
...o Natal não é para ser celebrado com comilança de glutão, desperdício de quilômetros de papel de presente, consumo, consumo, consumo. Isso não evoca nada o espírito dessa data.




Ele nos fala sobre a visita do Papai Noel às crianças, que receberam seus presentes, uma bola, um caminhão de madeira, uma boneca de pano, feita com carinho....todas as crianças da redondeza, exibiam com alegria seus presentes, menos Vinícius, um menino de 6 anos, o bom velhinho esquecera-se dele. Então, o menininho, se presenteou, pegou uma caixa de sapatos amarrada a um barbante, e foi desfilar seu presente.
Senhor Rubens arremata: “o Natal me deixa triste. Porque por mais que o procure, não o encontro. Natal é uma celebração. As celebrações acontecem para trazer do esquecimento uma coisa querida que aconteceu no passado. A celebração deve ser semelhante á coisa celebrada. Não posso celebrar a vida de Ghandi, com um churrasco. Ele era vegetariano, amava os animais”.
...”Agora um visitante de outro planeta que nada soubesse das nossas tradições, se ele comparecesse as festas de Natal, sem que nenhuma explicação lhe fosse dada, ele concluiria que o objeto da celebração deveria ser um glutão, amante das carnes, das bebidas, do estômago cheio, das conversas em voz alta, do desperdício”.
Se perguntar as crianças...
...”Dirão que o Natal é dia do Papai Noel, um velho barrigudo de barbas brancas, amante do desperdício, que enche os ricos de presentes e deixa os pobres sem nada”.
Esse último parágrafo o senhor Rubens fala ser a resposta das crianças se indagadas sobre o que estão celebrando.




Pois, eu vou mais longe, não acredito nessa percepção, elas apenas sabem, que é dia de se encher de presentes, poder exibi-los, disputá-los, “o meu é melhor”, “o meu é mais bonito”, “eu tenho mais que tu”....E tem aquelas que não admite não ganhar algo que outro ganhou, não interessa se ela ganhou 10 à mais.
Eles terão uma visão de que Natal é dia de liberação, comer o que quer, na hora que quer, verão seus pais divididos entre a farra do desperdício e o mau humor reinante, ou porque não tinha dinheiro para tudo que queria, ou porque se endividou e vai passar o resto do ano pagando. Então, da-lhe bebedeira, para esquecer. Esse o presente mais comum, recebido pela grande maioria de tolos, a ressaca!
Mais adiante... “Pois certo que as celebrações de Natal são orgias de ricos, celebrações do desperdício e do lixo. Celebrações do lixo? Aquelas pilhas de papel de presentes coloridos em que vieram embrulhados os presentes, não são elas essenciais as celebrações? Rasgados, amassados, embolados num canto. Irão para o lixo. Quantas árvores tiveram que ser cortadas para que aqueles papeis fossem feitos. Para quê? Para nada. A indiferença com que tratamos o papel de presente é uma manifestação da indiferença com que tratamos a nossa terra.”
E aqui, mais do que em todo pensamento, eu me rendo a sabedoria do artista das letras, mestre da vida.
Temos distorção de significados, disparidades cruéis, frente ao simbolismo da data comemorativa e como pano de fundo, hábitos e costumes completamente em desacordo.





Não é de forma alguma uma aberração o sentimento de tristeza que se espalha por esses dias, uns pela falta do que não têm, outros pelos que tem essa falta. E ainda, em conseqüência disso tudo temos as campanhas e as benemerências, uns poucos nobres de coração, guerreiro em prol dos menos favorecidos, outros, a maioria, em prol de si mesmo, de autopromoção social, num jogo infernal de grandeza, hipocrisia e culpa.
E o pobre Jesus? O mais esquecido no meio de toda essa miséria humana.
E vocês aí que estão lendo tudo isso, estão a perguntar é, o que tudo isso tem a ver com uma bruxa, uma pagã? Eu respondo. Tudo. Pelo menos com essa aqui que vos escreve.
Primeiro, minha família é cristã, logo assim fui criada. Desde pequena esperei, como toda criança, ansiosamente pelo Natal, ou seria pelo Papai Noel? Fico com a segunda opção. Por quê? Sendo minha família dita religiosa, eu confesso, nunca vi realmente espírito religioso na data, não vou entrar em detalhes (pode virar um livro, rsrsrs), mas vou dizer que dessa percepção, logo ali, vem o segundo motivo, chegou a tristeza, ao invés de oba! Chegou o Natal! Passou a ser, já é Natal, de novo!!!!
Logo, sou uma das tristes do Natal.
Contudo no meio dessa tristeza eu cresci, limpando, arrumando e enfeitando a casa para o Natal, eu sozinha...(desculpa materna....não posso fazer nada, trabalho fora...), assim me criei e assim me mantenho, pelo natal (a festa social?). Não, pelo espírito natalino (isso sempre foi mais forte em mim, mesmo quando eu não sabia de nada), ou seja para honrar o nascimento de um avatar.
Haverá bruxos que me queimarão na fogueira, agora eles adoram fazer isso – deve ser revanchismo – ou gostaram do exemplo, tudo o que eles “pregam” estar fora do contexto, ou seja dos “dogmas” bruxescos, deve arder em fogueiras de críticas, deboches e agressões, para uma religião anti dogmas, a coisa se complica...mas, eu alegremente, sinto no meu coração a energia da egrégora crística.



Em honra a esse bebezinho, que nada mais é, do que o bebezinho de YULE, eu arrumo minha casa da melhor maneira que posso e, sim, decoro para o Natal.
Minha árvore, presente de meu marido, no nosso primeiro Natal como casal, já está e com ela o ”meu presépio”, é isso mesmo, o velho presépio que meus pais compraram no ano em que eu nasci, a 48 anos. Do mesmo modo na porta está a mesma guirlanda, muitas vezes restaurada por mim. E nisso reside todo um significado, sei que faço isso para mim mesmo, porque me faz bem ao coração e ao espírito, poderia dizer que é pelo meu marido católico, por meus filhos, que são criados recebendo as duas orientações religiosas, mas não, minha fé é tranqüila, e não preciso me esconder atrás de ninguém.
E soube disso com clareza no Natal passado, nos primeiros dias de janeiro, fizemos um almoço para uns amigos; amigos meus, bruxos.
Eis que uma distinta bruxa, chega, olha minha sala e exclama “mas o que! Isso é uma casa de bruxa? Onde já se viu, enfeites de Natal....” (isso tudo sem nem cumprimentar....e, ela nem tinha sido convidada...). Meu marido veio de lá, rindo ....”mas, ué??? É casa de bruxa, também, mas também é minha, e eu sou católico, rsrsrs” e eu completei, “justamente por eu ser bruxa, sou dona das minhas escolhas, eu também festejo o Natal e vou sempre festejar, porque faz parte das “minhas escolhas”, da mesma forma que sendo criada entre católicos, sempre fui “diferente” pelo simples fato de ser bruxa, o que não foi propriamente uma escolha”.
Juntando o hoje e o ontem, pude compreender parte da minha tristeza, senão toda ela. É a melancolia de ver algo tão lindo e sublime, ser tão desmerecido entre os que deveriam honrar com toda sua fé, devoção e amor. Sinto o menino Jesus um bebê órfão, com uma grande família, mas, solitário em sua manjedoura, esperando ser pego no colo, ser abraçado e acarinhado, em cada Natal, ano após ano...pelo menos isso.

Mas, o bebê se perde entre comidas, bebidas, presentes e pilhas de papel. Aqui outro ponto - os papeis, desde pequena, nunca conseguia me livrar deles, eram tão lindos! Também eram parte do presente. Sempre tive serventia futura para eles, recortes para enfeitar os cadernos, forrar cadernos, livros, armários, fazer roupas para as bonecas de papel, usar no próximo ano para embrulhar presentes que vem sem embrulho “chique”. Pois é, sou assim...e convencionalmente chamada de “lixeira”, por conta dos papeis, jornais, pets, etc. Mas, tudo bem na época em que os brinquedos singelos dos natais da infância do Sr. Rubens, são inviáveis perto dos games, computadores, celulares, brinquedos caríssimos, bonecas que falam, andam, fazem xixi, autoramas sofisticados, bolas que custam uma fortuna, porque são oficiais....e por aí vai...esse ano vou eu mesmo fazer o presente da minha afilhadinha, a Manu, e do João, o afilhadinho. Ele vai receber uma caixa de papelão, devidamente forrada com papeis de ontem, bem colorida, contendo os bonequinhos do Julio, meu ex pequeno. Ele vai gostar, pelo menos os olhinhos do pequeno brilham de faceiros cada vez que o Julio “empresta” um bonequinho daqueles....um só...fará muitos deles, kkkkk que agora serão todos seus.
A Manu vai receber um móbile feito com pets, onde ficarão fadinhas a se balançar.....
E eu? Bem, eu estou muito bem obrigado, sei que não estarei feliz no total, virá aquela tristeza, mas sei acima de tudo, o porque dela existir, e quando olhar o bebezinho no presépio, e vier a emoção que me dá vontade de chorar, vou ficar tranqüila em saber, que isso acontece pois, sinto no coração o espírito de Natal.
Sem grandes festas, sem bebedeiras, tudo simples ao gosto do aniversariante....como aliás, festejo os meus sabás.... Bem, concluindo, na casa da bruxa, um extraterrestre saberia exatamente o que se celebra no dia de natal.

Benção Natalinas à todos!

Luma Elora Aislin

Prêmio Dardos.....ganhei do Paulo...oba!!!!


Olá gente linda!
Vim aqui para participar que eu recebi do meu amigão Paulo Néry o PRÊMIO DARDOS, queria dizer que como fico feliz com a lembrança de meu muito amado amigo.
Paulo, meu querido, muito grata e radiante com esse presente e com o teu carinho.
Que abençoado sejas em amor e luz....sempre.....não somente por isso mas, porque te gosto de montão!!!!!
Claro que esqueci de colocar aqui o Blog do Paulo, que é o CLUBE ARCANUM, belíssimo por sinal...e aqui o link........
Mas cabe aqui explicar aqui nesse espaço o que vem a ser este prêmio.

O "Prêmio Dardos" é o que dá a cada blogueiro o reconhecimento de seu valor, esforço, ajuda, transmissão de conhecimento. Além disso, também é uma ajuda mútua de divulgação entre os blogueiros, sem interesses pessoais, visando apenas ampliar pela net todo o serviço de informação e transmissão através de pessoas que, como nós, tem a intenção de divulgar matérias voltadas para as áreas de interesse humano.


Regras:
1. Você terá que aceitar o award e colocar em seu Blog, juntamente com o nome da pessoa que lhe deu o prêmio e o link do seu Blog;

2. Você terá que oferecer o prêmio para 15 blogs que são merecedores deste prêmio. E não se esqueça de avisá-los sobre a indicação.

Queria também colocar aqui, que só para variar eu estou atrasada e que como hoje não poderei postar meus 15 Blogs eleitos voltarei outro dia, rsrsrsrsrsrsr e quero eu de todo meu coração pensar que vou conseguir fazer isso...antes do próximo mês!!!!!
Desde já um grande beijo à todos e em muito especial ao Paulo.....que os bons ventos da primavera te embalem em alegrias plenas.....saudade amigo querido.......
Luma Elora Aislin

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Liberdade.



Ninguém é corajoso o suficiente para ficar só.
Você precisa de alguém.
Por que você precisa de alguém???
Você tem medo de sua própria solidão, você fica entediado consigo mesmo.
E realmente, quando você esta sozinho, nada parece ter sentido.
Com alguém, você fica ocupado e cria sentidos artificiais a sua volta.
Você não precisa viver para si mesmo, então começa a viver para uma outra pessoa.
E o mesmo e o caso com a outra pessoa... ele ou ela não pode viver só, então procura alguém.
Duas pessoas com medo de suas próprias solidões se juntam e começam a jogar um jogo de amor.
Mas nofundo ela estão procurando apego, compromisso, cativeiro.
Diretamente não se pode pedir por escravidão, é muito humilhante.
E diretamente não se pode dizer a alguém: "Torne-se meu escravo" .
A pessoa se revoltaria!!!!
Nem se pode dizer: " Quero me tornar seu escravo".
Assim, você diz: "Não posso viver sem você".
Mas o significado está presente, ele é o mesmo.
E quando o desejo real é satisfeito, o amor desaparece, o amor falso (deixo claro).
Então você sente o cativeiro, a escravidão, e começa a lutar para se livrar.
Lembre-se disto este é um dos paradoxos da mente: tudo o que você obtém, você se entedia, e tudo que você não obtém, você o almeja. Quando está só, almeja alguma escravidão, algum cativeiro.
Quando está aprisionado, começa a almejar a liberdade.
Realmente somente os escravos almejam a liberdade, e pessoas livres novamente tentam ser escravas.
A mente segue em frente como um pêndulo, movendo-se de um extremo a outro.
O amor se torna apego.
O apego era necessidade, o amor era apenas a isca.
Você estava procurando um peixe chamado apego e o amor era apenas a isca para apanhar o peixe.
Quando o peixe é pego, a isca é jogada fora.
Lembre-se disso, e sempre que você estiver fazendo alguma coisa, vá fundo dentro de você mesmo para descobrir a causa básica.
No momento em que você deixa de ser dependente de alguém, uma profunda serenidade e um profundo silêncio se estabelecem em seu interior.
Isso não significa que você deixa de amar, pelo contrário, pela primeira vez você conhece uma nova qualidade, uma nova dimensão do amor, um amor que esta mais próximo da afabilidade do que de qualquer relacionamento.

OSHO



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ritual de Proteção.


Escudo Protetor...
Esse exercício ajuda a proteger e fortificar sua energia.
Pode ser chamado de estrela, por deixar seu corpo em posição que sugere a aparência de uma estrela.
Utilizando mentalmente uma esfera de luz para rodear sua aura, você estará estabelecendo um escudo psíquico ao seu redor.
Fique em pé, com os braços abertos paralelos ao chão.
As palmas das mãos devem ficar voltadas para baixo, com os dedos unidos suavemente.
Conserve uma distância entre os pés.
Olhe para frente.
Respire profundamente.
Nesse momento seu corpo será uma estrela.
Sinta-se uma estrela, e brilhe.
Faça uma esfera de luz ao redor de você estrela, e deixe esta luz mover por todas as partes do seu corpo.
A medida que isso acontece,você cria um escudo protetor, e ao mesmo tempo absorve uma nova energia positiva.
O oxigênio que você respira agora é mais puro, e seu corpo se sente radiante de luz.

domingo, 20 de setembro de 2009

Equinócio de Primavera.


Dia 22/09/09 às 18h 19 min entra a primavera no hemisfério sul, logo Ostara....no hemisfério norte no mesmo horário entra o outono, logo, Mabon.
A lua será Nova e estará no signo de escorpião e o dia da semana é uma terça, logo com energias de Marte...o Senhor da Guerra.....eita!
Essa primavera será ...... como podemos dizer.....estranhaaaaa
Contudo, que nos chegue as sagradas energia de Ostara, com seu equilíbrio, harmonia, sua luminosidade....que seus ventos nos traga mais uma vez a renovação do espírito de fazer florescer as melhores coisas em nossas vidas...porque Ostara é assim um vento de renovação que faz esvanecer as escuridões do lado escuro e frio da roda.
Um feliz e abençoado Ostara!
Luma Elora Aislin

sábado, 19 de setembro de 2009

Ostara.


A Lebre: simbolo de Eostre.

A Lebre da Páscoa (e não o Coelho) era o animal sagrado da deusa teutônica da Primavera, Eostre, a deusa lunar que dava fertilidade à terra e tinha cabeça de Lebre.
A palavra inglesa para Páscoa,* Easter, provém do nome da deusa Eostre, também designada Ostara ou Eostar.
O dia do culto de Eostre, a Páscoa (Easter), que ainda é praticado pelos seguidores da tradição celta, é no primeiro Domingo depois da primeira Lua Cheia, após o equinócio da Primavera ( hemisfério norte), ocorrendo entre os dias 19 e 22 de Março.
A Lebre, sendo o símbolo da Lua, associa-se à Páscoa porque a Lua é utilizada para determinar a data da Páscoa. Os católicos, através do Concílio de Nicéia em 325 fixaram o dia de Páscoa no primeiro Domingo depois da Lua Cheia, a partir de 21 de Março.
Muitos nem sequer percebem que o coelho é um dos maiores símbolos de fertilidade da Deusa, pois eles levam um período de 28 dias para estarem e darem à luz os filhotes, e 28 dias é o ciclo de uma lunação.

Chegando Ostara.



Lenda da Deusa Eostre.

Dizem as lendas que Eostre tinha uma especial afeição por crianças. Onde quer que ela fosse, elas a seguiam e a Deusa adorava cantar e entretê-las com sua magia.
Um dia, Eostre estava sentada em um jardim com suas tão amadas crianças, quando um amável pássaro voou sobre elas e pousou na mão da Deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Eostre, uma lebre. Isto maravilhou as crianças. Com o passar dos meses, elas repararam que a lebre não estava feliz com a transformação, porque não mais podia cantar nem voar.
As crianças pediram a Eostre que revertesse o encantamento. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la. Eostre decidiu esperar até que o inverno passasse, pois nesta época seu poder diminuía. Quem sabe quando a Primavera retornasse e ela fosse de novo restituída de seus poderes plenamente pudesse ao menos dar alguns momentos de alegria à lebre, transformando-a novamente em pássaro, nem que fosse por alguns momentos.
A lebre assim permaneceu até que então a Primavera chegou. Nessa época os poderes de Eostre estavam em seu apogeu e ela pôde transformar a lebre em um pássaro novamente, durante algum tempo.
Agradecido, o pássaro botou ovos em homenagem a Eostre. Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a Eostre que lhe concedesse sua forma original, o pássaro, transformado em lebre novamente, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo.
Para lembrar às pessoas de seu ato tolo de interferir no livre-arbítrio de alguém, Eostre entalhou a figura de uma lebre na lua que pode ser vista até hoje por nós.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Conversinhas .....



Interessante notar que cada vez que eu faço uma postagem o blog se comporta de um jeito...e, por mais que faça do mesmo jeito e retorne a tentar arrumar como eu quero, não adianta, a coisa tem vida própria, dessa forma tenho belas postagens com espaço entre os parágrafos, e outras que são um grudunho só, diga´se de passagem, o grudunho impera....coitados dos que lêem, por isso já peguei o hábito de colocar um letrão.....

Outra coisa é a forma da letra, quando cisma não entra a forma escolhida...é um caosssssssss

Como se não bastasse...eu hoje não consegui colocar uma única postagem com ilustrações no meio, aí ficam os textos...assim...o primeiro que está por último....ó sinaaaaaaaaaaaa de bruxa lerda!

Tudo bem, eu não me rendo...aprendi a colocar os títulos e os I, II, III e por aí vai, rsrsrsrsrsr

Me perdoem como sempre o mau jeito.


Outro recado é importante, leiam que são atividades de IMBOLC, isso de forma alguma quer dizer que você vai fazer tudo isso, acho que levaria todo o tempo que dura a energia....e quando finalmente terminasse, seria noite de Ostara. Essas são práticas mágicas sugeridas, para que uma vez sendo feitas, ancorem através dos simbolísmos a energia a que devemos honrar nesse período, para que ela possa fazer parte de sua vida de forma mais clara e produtiva....sendo assim, tenham um bom trabalho....e claro! No próximo IMBOlC, já que OSTARA já se aproxima....contudo, ano que vem, já estará tudo na ponta da língua, kkkkkkk

Outra coisa que me ocorreu agora, é que quando somos um Coven, cada um dos participantes podem realizar alguma coisa e assim na hora do sabá temos ali somadas as energias criativas de todos os membros do círculo, e isso em Bruxaria é muito salutar. Sem união, nada de equilíbrio e harmonia, não é mesmo?

Então, hoje me despeço....muitas bençãos.....


Ah! Já estou digitando o texto de LITHA!


FUIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Luma Elora Aislin.

Atividades de Imbolc III.


*Escrever um poema, uma prece, ou uma invocação para a Deusa...
*Vá até a um rio e ofereça velas e flores na água em honra da Deusa, (existem umas velas próprias que flutuam a preços razoáveis), se não puder, ofereça em altar uma taça com agua de nascente e velas flutuantes...
*Se tiver banheira em casa, coloque pétalas de flores na água ou um pouco de leite. Caso não tenha, encha um jarro e, depois do banho, despeje-o do pescoço para baixo. (Também pode simplesmente agua de nascente com sal). Quando sair do banho, deixe o corpo secar naturalmente, sem o auxílio de toalhas...
*Pegue um copo com água pura (se possível de nascente), sente-se confortávelmente onde possa respirar ar puro e visualize a água do copo. Se puder, realize este ritual embaixo do sol fraco da manhã ou em um dia de lua cheia. Visualize a Lua (ou o Sol) através da água do copo e sinta e energia impregnar-se na água. Quando achar que isso já ocorreu, beba a água vagarosamente, sentindo cada gole purificar o seu corpo. *Em altar use uma roupa branca de tecidos naturais. A cor branca é a cor da purificação.
*Acender uma fogueira bem grande e queimar os enfeites que utilizou em Yule.
*Procure enfeitar uma carroça com fitas e flores, se tiver alguma a disposição...
*Fazer uma roda de velas símbolo da roda do ano que gira com o retorno do Deus, do sol, do calor e coloque no centro do altar...
*Faça uma coroa de flores com 13 velas vermelhas e coloque sobre a sua cabeça, (símbolo de sabedoria e conhecimento)...
*Decorar o altar e a casa com muitas flores brancas...
*Faça rituais de purificação espiritual, protecção e magia positiva, assim como de iniciação e dedicação.
*Faça artesanato em honra dos Deuses, pinte estatuas, faça toalhas, caixas, bolsas fazer ou enfeitar velas... ofereça algo de novo no seu altar com um toque pessoal.. "
Fonte: A casa da Floresta.

Atividades de Imbolc II.

*Acender uma vela branca a frente de cada janela da casa, (confira que as cortinas estejam bem atadas), uma vez todas as velas postas nas janelas e apagadas, apague todas as luzes da casa e depois da noite cair acenda as velas uma a uma começando no rés de chão ,(se tiver primeiro andar), a Este no sentido horário, (repetindo o mesmo no primeiro andar). Ao acender as velas diga:“ possa a luz desta chama trazer paz e sabedoria em meu lar” . Deixe as velas arderem até ao fim se possível...

*Pendurar na porta de sua casa, ou quarto, um Triskel, símbolo da Deusa Tríplice, para que abençoe e proteja seus entes familiares e o seu lar...

*Caminhar ao ar livre e desfrutar da beleza que a natureza nos presenteia, procurem ver os novos brotos a despontar da terra e as primeiras flores que agora surgem por todos os campos.

*Procure encontrar pedras que lhe digam alguma coisa, olhando as formas, cores...

*Compre comida para as aves e coloque no seu jardim ou numa floresta perto de si, ou ofereça simplesmente milho aos pombos ou pão aos patos....

*Consagre as ferramentas que usa no seu jardim mágico...

*Ordenar e conferir as ervas, meter fora as que estão estragadas...

*Plantar sementes no jardim ou em vasos....

*Abençoar a terra do seu jardim com leite, pedindo as bênçãos da Deusa, para que as plantas cresçam férteis.

*Ofereça leite e mel ao pequeno povo do seu jardim, ou ouse oferecer em jardins, florestas, parques...

*Meditar sobre o progresso de uma semente na terra.. e o presente de renascer...

*Beba leite quente com mel antes de deitar...

*Coloque uma vassoura atras da porta de entrada, como símbolo de limpeza física e espiritual.

*Limpe e purifique os altares espaços de meditação ou templos...

*Queime incenso no banheiro enquanto toma banho. Seu aroma, misturado ao vapor do banho, causa uma agradável sensação de purificação.

*Reze para todas as mulheres da sua família, da tribo, do mundo....

Atividades de Imbolc.




"Aqui ficam algumas propostas e ideias para festejar Imbolc, divertindo-se e dedicando-se aos Deuses de coração aberto, cantando, sentindo-se um só todo com a natureza...


Não esqueçam que é um festival dedicado sobretudo as Deusas, as mulheres sacerdotisas e crianças, incluam-nas nas actividades elas irão adorar!


*Imbolc é tempo de purificação: limpe a sua casa, armários, sótãos... a famosa limpeza de primavera, deite fora o antigo e do que não precisa mais, doe comida e roupas aos mais desfavorecidos...


*Para purificar o ambiente, a técnica mais utilizada é a queima de ervas ou incenso. A sálvia, o alecrim e a arruda são ervas fáceis de serem encontradas e são bastante eficazes para este fim. Circule com o incenso no sentido horário, começando a porta de casa pedindo para que as energias positivas inundam a sua casa e as negativas se afastem, pode cantarolar uma prece fazendo uma espécie de mantra....


*A tradição mais conhecida nesta época é a de fabricar a cruz de Brighit, na véspera de Imbolc, representando a roda solar. Essas cruzes era feitas com folhas de milho, ou as ervas disponíveis em cada zona. A cruz mudava de aparência segundo a tradição cultural de cada tribo, mas o simbolismo continua o mesmo: protecção contra os maus espíritos quando colocada por cima da passagem mais utilizada da casa, no entanto é já uma versão cristianizada. A mais antiga tradição era de fazer uma boneca de folhas de milho.


*Fazer uma boneca de folhas de milho, ou outra erva a mão, mas colhida por uma jovem donzela de preferencia. Faça uma boneca de milho e vista-a colocando-a numa cama especial, chamada “cama de Brid”, colocando dentro nozes, (símbolo da fertilidade masculina), a volta da cama põe-se farinha e ervas e algumas moedas. No dia seguinte ao acordar veja se tem marcas na farinha, se tiver terá um ano prospero, se não faça ofrendas a Brigit para que traga prosperidade este ano.



domingo, 16 de agosto de 2009

Conversinhas.


Um texto de Mabon em plena energia de Imbolc?
É isso aí, somando minha desorganização virginiana anormal e os desajustes com o reino do Senhor Saturno, resulta nesse pequeno atraso....contudo, vamos ser positivos, daqui até Mabon, há bastante tempo para aprender a ter intimidade com o ritual das folhas secas, e quando o equinócio chegar ele vai estar um velho e adorável conhecido....um bom futuro Mabon à todos.
Bençãos dos Antigos!
Breve vou postar o texto que escrevi sob a energia de Litha, esse vai ficar mais atrasado mas, brincando, brincando, não demora o equinócio de verão estará aí e, as idéias estarão fresquinhas.
Um grande beijo aos meus visitantes.
Luma Elora Aislin.

O Ritual das Folhas Secas. Parte I.




O ritual das folhas secas.

Começo no sabá de Mabon, a trabalhar com a energia simbólica das folhas secas.
Na natureza, quando chega o outono, elas são o simbolismo mais forte a mais evidente de tudo que termina. Aquilo que um dia foi, agora agoniza lentamente, nas folhas de outono, os términos assumem uma forma de beleza mágica muito poética. Pisar sobre um tapete de folhas secas, olhar a copa das árvores e vê-las tingidas do amarelo ao vermelho, de algumas folhas, depois, chegando tudo ao bege e ao marrom.
Pelo simbolismo das cores observamos que o fim chega carregado de sabedoria, de alegria, de força e vitalidade, há paixão e calor e quando isso ocorre, há entrega.
As árvores se entregam a mãe terra e existem nas mesmas, as folhas e as sementes, tudo vai definhar e quedar ao solo, retornar assim ao corpo da mãe, para finalizar mais um ciclo e a sabedoria, e a alegria, decorre do registro de conhecimento de que essa entrega de finalização, é o início da renovação, um círculo mágico de nascer, crescer, viver, morrer e transmutar, para renascer, e tudo gira.
O sol cálido do outono, o vento que sopra, as folhas que fazem redemoinhos, são como danças sagradas, a comemorar o que há de vir, onde o vento, é a orquestra divina, e sua voz, doce canção a embalar a coreografia dançante das folhas... Lá vão elas rodopiando, rolando, voando, as folhas, agora, estão libertas da árvore, podem em fim, empreender uma viagem, podem vislumbrar outras coisas, que não tenha, um dia, se aproximado da árvore, durante seu esplendor vital.
É assim, no apagar das luzes, que as folhas ainda colhem mais sabedoria, quem sabe, ao pisar romanticamente sobre as folhas de outono, levando na mente e no coração, uma dor imensa, você se sente só e triste e se sente bem em assim caminhar, sente que sobre as folhas, seu sentimento encontra ressonância, que a paisagem lhe acolhe, “combina com seu estado de espírito”, e muitas vezes, volta para casa e para o mundo, renovada, mais aliviada, com mais estímulo para resolver o que quer que lhe apertava o coração. Pois, saiba que você não estava só, uma legião de amigas, lhes fez companhia, elas conheceram sua dor, sentiram a sua tristeza e reagiram a isso, como sempre fazem, em sua sabedoria, as folhas acolhem, confraternizam, oferecem alento, de quebra uma linda paisagem, rsrsrsrs, e isso porque a natureza vibra amor, e é com amor que trilham seus caminhos.
Talvez seja por isso que as tardes de outono sejam tão melancólicas e as manhãs são suaves em seu frescor matinal,onde o sol abandonou seu brilho de festa, para dar lugar a um delicado dourado, e bem cedinho, começam as névoas, protetoras de segredos e magias.





Assim as folhas de outono são elementos sagrados a serem honrados, e dão aos próximos rituais uma presença mágica muito especial.
Ao começarem a cair as primeiras folhas outonais, vou começando a juntá-las, uma aqui, um punhado ali, ora avisto um galho bonito que quebrou, recolho e deixo a espera, e assim, quando chega Mabon, tenho folhas suficientes para formar um tapete no interior do círculo, seja na natureza, e principalmente se for dentro de casa.
Sabemos que na natureza lá estarão outras folhas, mas essas folhas que recolhi, que serão depositadas ao solo, ritualisticamente, carregam seu significado de forma consciente e é essa consciência que trazemos para dentro de nós. Trazemos para nossa vida, essa sabedoria de transitoriedade continuada, circular, entendemos que um ano terrestre reflete uma realidade maior, e que cada estação nasce e morre todo ano, mas que sempre retornam, e assim somos nós, vivemos ao longo do ano aberturas e fechamentos, inícios e términos e estamos constantemente no movimento do findar e do recomeçar. Devemos ao longo da vida aprender a lidar com essa energia dançante, deixando partir o que já está desfalecendo e assim, abrir lugar para algo novo que vai chegar.
São na verdade aprendizados de morte e renascimento. São pequenas frações que nos fazem lembrar que essa vida é um fragmento de estação, somos agora, cada um de nós folhas verdes, presas a árvore da vida, e que ao chegar ao outono, cairão e terminada essa fase, repousaremos e renascemos para uma próxima. Quando morta a folha, sua desintegração no corpo da terra, ela não está visível para nós, mas, ela está plena de vida em essência, ela retornou a mãe e agora faz parte da grande geradora da vida, e após algum tempo ela vai renascer em mais uma folhinha filhote. É um sincrônico movimento entre dois mundos, os dois divinos, mágicos, os dois são caminhos que temos que percorrer, por quê? Bem, isso eu não sei, mas sei que assim é....... Isso, são o que chamamos de os mistérios, e sem eles que graça teria o desvendar gradativo do crescer.