Luma Elora Aislin

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Sabá de Ostara
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terça-feira, 25 de junho de 2013

Sobre Mandalas.


Você já deve ter desenhado muitas mandalas.
Quantas vezes não rabiscamos figuras circulares enquanto falamos ao telefone ou participamos de uma reunião?
Não é por acaso.
As mandalas são imagens universais,
gravadas no inconsciente de todos nós.
O psicólogo Carl G. Jung chamou essas imagens de arquétipos,
porque são tão antigas quantos as almas dos homens.
Basta olhar ao redor para ver que a Natureza está cheia de mandalas. Um girassol, um olho ou uma estrela, por exemplo.


Mandala, a palavra quer dizer:

Círculo em sânscrito!
O círculo é a forma perfeita.
E as mandalas são circunferências, algumas muito simples,
outras com motivos primorosamente desenhados.
Dentro delas existe um centro de onde tudo parte ou para onde tudo converge.
O círculo expressa a totalidade do universo e da alma humana.
O centro é o espaço de Deus ou o âmago da psique,
que o psicólogo Carl G. Jung chamou Self.


 Um dos Maiores estudiosos da história mundial, Carl Gustav Jung, dedicou boa parte do seu trabalho ao simbolismo da Mandala, lançando inclusive um livro de mesmo nome. Pai da Psicologia Analítica, Jung investigou a fundo a influência das coisas nos seres a ponto de descobrir-se sob a influência do Insconsciente Coletivo.

A expressão mandala provém de uma palavra da língua sânscrita, falada na Índia antiga, e significa, literalmente, um círculo, ainda que também (como composto de manda = essência e la = conteúdo) seja entendida como “o que contém a essência” ou “ a esfera da essência” ou ainda “o círculo da essência”. Refere-se a uma figura geométrica em que o círculo está circunscrito em um quadro ou o quadrado em um círculo. Essa figura possui ainda subdivisões, mais ou menos regulares, dividida por quatro ou múltiplos de quatro. Parece irradiada do centro ou se move para dentro dele, dependendo da perspectiva do indivíduo. É utilizada de modo esquemático e, ao mesmo tempo, pode ser entendida em certas tradições religiosas como um resumo da manifestação espacial do divino, uma “imagem do Mundo”. C. G. Jung assim se expressa sobre a mandala: “A palavra sânscrita mandala significa “círculo” no sentido habitual da palavra. No âmbito dos costumes religiosos e da Psicologia, designa imagens circulares que são desenhadas, pintadas, configuradas plasticamente, ou danças”

 Vários autores, entre eles Jung, Chevalier e Gheerbrant, Samuels, Shorter e Plaut, oferecem-nos auxílio para a compreensão da conceituação da mandala, que pode ser compreendida como círculo mágico, símbolo do centro, da meta e do si-mesmo, enquanto totalidade psíquica, de centralização da personalidade e produção de um centro novo nela. Nesse sentido, Chevalier e Gheerbrant explicitam que a mandala é, concomitantemente, a imagem e o motor da ascensão espiritual, que procede de uma interiorização cada vez mais elevada da vida. É ainda através de uma concentração progressiva do múltiplo no uno que o eu pode ser integrado no todo e o todo reintegrado no eu. C. G. Jung recorre à imagem da mandala para designar uma representação simbólica da psique, cuja essência nos é desconhecida. Observou que essas imagens são utilizadas para consolidar o mundo interior e para favorecer a meditação em profundidade.Entre as representações do Self, quase sempre encontramos a imagem dos quatro cantos do Mundo, com um centro de um círculo dividido em quatro. Jung usou a palavra hindu mandala círculo mágico) para designar esse tipo de estrutura, que pode ser compreendida como uma representação simbólica do átomo nuclear da pisque humana.


Mandalas na visão da Psicologia Analítica:

As mandalas foram conhecidas no mundo ocidental, cristão, somente em época recente, graças ao interesse pela tradição religiosa-espiritual e esotérica sobre o mundo oriental. As pesquisas de Jung sobre o simbolismo das mandalas contribuíram para torná-las acessíveis ao público ocidental. Foi quando se identificou uma relação entre o material espontâneo dos sonhos dos indivíduos que atravessavam crises interiores e os estranhos símbolos encontrados nos desenhos mandálicos.

O tema mandala é observado nas obras básicas e complementares de Jung (1875-1961). Nesse sentido, o fundador da psicologia analítica recorreu à imagem da mandala para designar uma representação simbólica da psique.

Chevalier e Gheerbrant observam que o pesquisador suíço e seus discípulos verificaram que as imagens são utilizadas para consolidar o ser interior ou para favorecer a meditação em profundidade. Explicam que a contemplação de uma mandala pode inspirar a serenidade e ajudar a reencontrar um sentido e ordem na vida. Verificaram que a mandala
produz o mesmo efeito quando aparece espontaneamente nos sonhos do homem contemporâneo que ignora essas tradições religiosas orientais. Explicaram os autores mencionados, ainda, que as formas redondas das mandalas simbolizam, de maneira geral, a integridade natural, enquanto a forma quadrada representa a tomada de consciência dessa integridade. Em sonhos, o disco quadrado e a mesa redonda podem se encontrar, anunciando uma tomada de consciência iminente do centro. Jung verifica que a mandala possui dupla eficácia: conservar a ordem psíquica, se ela já existe; ou restabelecê-la, se ela desapareceu. Neste último caso, exerce uma função estimulante e criadora.



Diz Jung:

” [...] as mandalas não provêm dos sonhos, mas da imaginação ativa [...] As mandalas melhores e mais significativas são encontradas no âmbito do budismo tibetano [...] Uma mandala deste tipo é assim chamado “yantra”, de uso ritual, instrumento de contemplação. Ela ajuda a concentração, diminuindo o campo psíquico circular da visão, restringindo-o até o centro.”

“Este centro não pensando como sendo o “eu”, mas se assim se pode dizer, como o “si mesmo”. Embora o centro represente, por um lado, um ponto mais interior, a ele pertence também, por outro lado, uma
periferia ou área circundante, que contém tudo quanto pertence a si mesmo, isto é, os pares de opostos, que constituem o todo da personalidade.”
E é nesse contexto que Jung, na obra citada, verifica que o centro, primeiramente, pertence à consciência, depois, ao assim chamado inconsciente pessoal e, finalmente, a um segmento de tamanho indefinido chamado inconsciente coletivo, cujos arquétipos são comuns a toda humanidade. Jung utilizou as mandalas como instrumento conceitual para analisar e assentar as bases sobre as estruturas arquetípicas da psique humana. O autor considerava que o comportamento humano se molda de acordo com duas estruturas básicas da consciência: a individual e a coletiva. A primeira se aprenderia durante a vida em particular; a segunda se herdaria de geração em geração.


Jung observou também que a mandala oferece desenhos pintados, configurações plásticas ou dançadas. De outro lado, como fenômeno psicológico, aparece de maneira espontânea em sonhos e em certos estados conflitivos e até psicóticos. A ocorrência espontânea em indivíduos permite à investigação psicológica um estudo mais aprofundado de seu sentido funcional. Jung ainda sinaliza que a mandala pode aparecer em estados de dissociação psíquica ou de desorientação. E que, quando existe um estado psíquico de desorientação, devido à irrupção de conteúdos incompreensíveis do inconsciente, observa-se tal imagem circular, a qual compensa a desordem e a perturbação do estado psíquico: “Trata-se evidentemente, de uma ‘tentativa de autocura da natureza’”.

Por isto, Moacanin explicita que Jung observou que as mandalas surgem espontaneamente quando a psique está em processo de reintegração, em seguida a momentos de desorientação psíquica, como fator compensador da desordem. Portanto, Jung entende a mandala como uma tentativa de autocura, inconsciente, a partir de um impulso instintivo, no qual o “molde rigoroso” imposto pela imagem circular com um ponto central, compensa a desordem do estado psíquico. Conclui o autor que a mandala é um arquétipo da ordem, da integração e da plenitude psíquica, surgindo como esforço natural de autocura.

Dentre os arquétipos, o mais importante é justamente aquele que Jung chamou de Self ou Si-Mesmo. O Self expressa a totalidade do homem e aparece sob diferentes aspectos, um dos quais é a mandala. Como vimos em outros artigos, a mandala é utilizada pelos orientais como um meio para favorecer a meditação profunda, a fim de alcançar a paz interior.


A propósito, recordamos, como se indicou anteriormente, que Jung adotou a expressão sânscrita mandala para descrever desenhos circulares que fazia com seus pacientes, associando a mandala com o Self, o centro da personalidade como um todo. Neste contexto, Fincher afirma que Jung, em suas pesquisas, mostrava o impulso natural para vivenciar o potencial humano e realizar o padrão da personalidade genuína. Por essa razão, Jung chamava esse impulso natural de “individuação”.

Na procura de uma relação entre as mandalas do mundo oriental com o ocidental, Von Franz afirma:

” O círculo (ou esfera) como um símbolo do “Self” expressa a totalidade da psique em todos os seus aspectos, incluindo o relacionamento entre o homem e a natureza [...] ele indica sempre o mais importante aspecto da vida: sua extrema e integral totalidade.”
Nesse sentido, entre as duas culturas, oriental e ocidental, o círculo de quatro ou mais raios corresponde a um padrão no mundo oriental, ligado a imagens religiosas que servem de instrumento e meditação: círculos abstratos que também representam o esclarecimento, a iluminação e a perfeição humana, e, de outro lado, no mundo ocidental, as mandalas aparecem como rosáceas das catedrais cristãs, e relacionadas, psicologicamente, ao Self como a totalidade, na psicologia analítica.

Tem-se ainda exemplos de mandalas como padrões da totalidade, encontrados, inclusive, na própria natureza, como testemunho de que realmente existe uma unidade que se manifesta em simples relações proporcionais. Essas relações de proporções criam diversos padrões de totalidade fornecendo forma tangível à ordem intangível. Os exemplos na natureza são marcantes, ou seja, pode-se observar o padrão de mandala no caule de uma flor, como a papoula, quando aumentamos sua imagem mil vezes, ou nas dicotamáceas, quando as aumentam quatrocentas e cinqüenta vezes, e o padrão de mandala se repete no caule de um lírio, com aumento de cento e vinte vezes. Esse padrão de mandala pode, inclusive, ser visto de forma nítida quando criado em um líquido por vibrações harmônicas.

Pode-se afirmar que “as mandalas se encontram igualmente na raiz de todas as culturas e estão presentes em
todo ser humano como padrão arquetípico de comportamento”.

Jung, estudando as mandalas e sua manifestação no mundo oriental como instrumento de culto e de meditação, passou a desenhá-las. Observando-as no mundo ocidental, descobriu o efeito de autocura que elas exerciam, inclusive em si mesmo.

Em seguida, passou a utilizá-las como método psicoterapêutico. E conclui que esses círculos mágicos da tradição cultural oriental, hinduísta ou budista, eram representações instintivas de um símbolo universal desenhadas desde os primórdios da humanidade.


Concluindo, a mandala, nas tradições culturais hinduísta e budista-tibetana, aparece como instrumento de concentração mental. O termo mandala, em sânscrito, indica “círculo” e ocorre para designar, de maneira genérica, uma figura circular, esférica, o círculo em um quadrado e vice-versa. Foi Jung que introduziu o conceito de mandala na psicologia analítica como imagens representantes do Si-mesmo, em outras palavras, reconheceu que esses desenhos eram representações simbólicas da totalidade da psique. Jung interpretou como uma expressão da psique e, em particular do Self. As mandalas podem aparecer em sonhos ou em pinturas durante a análise junguiana, ocorrendo mais provavelmente em estados de dissociação psíquica ou de desorientação.

Portanto, as mandalas podem expressar um potencial para a totalidade, como procede nas tradições religiosas hinduísta e budista-tibetana, podem ser empregadas como instrumento de concentração e como um meio para unir a consciência individual com o centro da personalidade. Elas também podem funcionar como proteção para indivíduos que estão fragmentados, em que a ordem rigorosa da imagem circular compensa a desordem e a perturbação do estado psíquico.


Texto baseado no artigo de Monasila Dibo: “Mandala: um estudo na obra de C G Jung

domingo, 16 de setembro de 2012

Meditação da Árvore.





Esta meditação é a fusão de duas meditações que experimentei e que se completam, nas quais acrescentei um toque meu. É uma meditação que nos proporciona um ótimo aterramento. Os autores delas são: SHULTE, Stephan. Reiki Trabalhando com a Energia. Eko; DE CARLI, Johnny. Reiki Universal, Sistema Usui, Tibetano, Kahuna e Osho. Madras e eu João Eduardo Fialho.


Acomode-se confortavelmente, por alguns minutos concentre-se unicamente em sua respiração e na energia vital que você absorve ao respirar. Sinta essa energia impregnando o seu ser, todo o seu ser. Entre juntamente com sua respiração, e como se fizesse parte dela, percorra todo o seu ser, levando a ele energia, paz, saúde e relaxamento.


Imagine sua consciência como um pequenino ponto de luz que acompanha a respiração e a energia vital, percorrendo todo o seu ser. Então concentre-se em seus pés, dirija sua consciência a seus pés, e relaxe e cure inteiramente os seus pés, os dedos dos pés, a planta, calcanhares, dorso dos pés e tornozelos, ao sentir seus pés relaxados, passe para suas pernas, dos tornozelos até os joelhos, sinta relaxar cada músculo de suas pernas, proceda da mesma forma para: suas coxas, dos joelhos até os quadris. toda a área de seus quadris, nádegas e órgãos genitais; área do abdômen, músculos do abdômen e órgãos internos; toda a área do tórax; costas da base da coluna até o pescoço, músculos das costas e vértebras da coluna; braços dos dedos das mãos aos ombros, dedos das mãos, mãos, pulsos, antebraços, cotovelos, braços, ombros; pescoço, músculos do pescoço, garganta e cordas vocais; cabeça, queixo, maxilares, boca (a língua deve ficar solta repousando suavemente), nariz, faces, orelhas, olhos, pálpebras, testa, nuca, topo da cabeça.



O tempo todo sua consciência era um pequeno ponto de luz acompanhando sua respiração e a energia vital por todo o seu corpo, relaxando-o.


Agora permita que sua consciência se expanda, e projete-a para um lindo campo, você está sentado em um macio tapete de relva verde e brilhante. Você olha ao seu redor e vislumbra essa maravilha divina, essa obra de arte da natureza, que somente o Deus de sua devoção poderia criar. Sinta o sol, que brilha imensamente, aquecendo-o, a temperatura está agradável. Lindas flores de todos os tipos emolduram esse tapete. Uma suave brisa sopra, acariciando seu rosto, juntamente com a brisa dezenas de borboletas ensaiam uma linda dança.


Levante-se, com os pés descalços, sinta a grama acariciá-lo. respire profundamente e absorva esse ar puro que preenche seus pulmões, enchendo-o de energia. Sinta o aroma desse lugar, é um coquetel de essências que lhe auxiliam a entrar em um estado alterado de consciência.


Você olha à sua frente e avista uma mata, uma mata de árvores centenárias. Caminhe até essas árvores e escolha uma, a que mais lhe agradar. A que se sintonizar com você.


Aproxime-se de sua árvore, apalpe-a, sinta a sua força, sua firmeza, sua energia.
Então sente-se, apoiando sua costas no tronco dessa árvore. Ajeite-se de forma que sua coluna fique inteiramente apoiada no tronco da árvore.


Concentre-se na energia da árvore. Imagine a aura da árvore fundindo-se com a sua. Quando a aura da árvore fundir-se com a sua. Imagine que você passa a fundir-se com a árvore. Sua coluna torna-se o tronco da árvore. Sinta a força que a árvore lhe transmite.


Então comece a descer. Suas pernas são as raízes da árvore. Vá para baixo, cada vez mais para baixo. Mergulhe nessa terra quente, úmida, protetora. Sinta suas firmemente seguras no seio da Mãe Terra. Então suas raízes se dividem, em dezenas de raízes e depois em centenas e milhares de pequenas raízes, que espalham-se penetrando no solo, e a energia da Mãe Terra emana em sua direção, envolvendo-o, proporcionando-lhe firmeza e sustento. A Mãe Terra lhe dá tudo o que você necessita, lhe dá sustento, proteção, firmeza.



Agora suas raízes penetram mais profundamente, até atingir um rio subterrâneo, é um riacho de águas translúcidas e límpidas. O riacho banha as suas raízes, levando embora todos os seus medos, raiva, limitações, tristeza. Uma luz dourada penetra suas raízes, trazendo uma sensação de paz, bem estar e equilíbrio.


Sinta a proteção que a Mãe Terra lhe proporciona. Sinta com que firmeza você está seguro, enraizado à Mãe Terra. Você está estável, seguro. Com a Mãe Terra, você tem toda a força que necessita.


Você recebe tudo o que necessita...


Então, comece a subir lentamente, outra vez. Vá unindo novamente as muitas raízes em outras mais grossas, continue a juntá-las em mais grossas ainda. Leve consigo para o alto, toda a força e segurança que você sugou com suas pequenas raízes, como uma árvore conduz sua seiva para cima.


Volte para a superfície da terra. Está claro novamente e você sobe lentamente por dentro do tronco. Lá em cima você se subdivide em galhos grossos e fortes, continua se subdividindo até os menores ramos. Finalmente vá até as folhas da árvore, transforme-se nas inúmeras folhas. Sinta o vento aí em cima e o sol, perceba as qualidades do céu. Deixe-se embalar pelo vento, com as folhas sugue o sol para dentro de si, até estar pleno de energia.


Sinta outra vez suas folhas, sinta a energia que o sol lhe envia. Perceba que há energia suficiente, que você pode se abastecer, que você recebe tanta energia quanto precisa. Abasteça-se de aprovação, ânimo e tudo o que você precisa. Há o suficiente...


Agora sinta que você está se expandindo para cima, passando as nuvens, chegando às estrelas. Sinta que a energia da qual a estrela é feita é a mesma do seu corpo. Sinta a comunhão com as estrelas, com o universo. agora do Cosmos emana uma luz branca que o envolve. Sinta essa energia...


Quando você estiver totalmente satisfeito, tiver tomado luz suficiente, volte lentamente para seus ramos mais grossos, então para os galhos mais grossos, até que você tenha reencontrado o tronco. Desça pelo interior do tronco até estar bem no meio dele.


Agora sinta, mais uma vez, a terra embaixo de você, sinta a firmeza a segurança e a proteção que ela lhe dá. Sinta também sua copa lá em cima, sinta a energia, o ânimo e a capacidade realizadora que você recebe de lá.


Então deixe essas qualidades confluir em você, sinta o suporte seguro da Mãe Terra e a força do céu em você. Perceba que como ser humano, você está no meio, como mediador entre o céu e a terra, e que você recebe sua força e vigor da junção do céu com a terra...


Agora volte lentamente para a sua forma humana, para as suas costas, costas de ser humano, sinta-se saindo do tronco vigoroso de volta à sua coluna vertebral. Perceba que sua coluna reúne em si as forças do céu e da terra. Perceba que sua coluna é tão forte quanto essa árvore, que você está tão bem enraizado e que toda a energia do céu está à sua disposição...


Com esse sentimento fique de pé. Agradeça à sua árvore por ela ter-lhe mostrado a força que mora em você e pela possibilidade de se aterrar novamente através dela, sentindo o chão firme sob seus pés. Então, antes de partir, prometa à sua árvore, por favor, que você a visitará com freqüência, e que sempre que precisar se lembrará dela. Então despeça-se dela.


Perceba a natureza à sua volta, a mata com as outras árvores, os pássaros e outros pequenos seres.


Torne-se totalmente consciente de todas as formas de vida à sua volta e compartilhe com elas a experiência que você teve. Passe para todos os seres a energia de amor e comunhão, divida-a. essa energia é inesgotável.


Volte para o campo florido. Procure ali um lugar onde você se sinta bem, onde haja flores de que você goste e onde a grama esteja bem macia. Deite-se ali e deixe o sol aquecer o seu rosto. Sinta a terra abaixo de você, perceba como ela o sustenta. Com esse sentimento volte, agora, lentamente, para a realidade. Traga consigo todos os sentimentos e recordações dessa viagem, para que você os possa integrar em sua vida, sinta a superfície sobre a qual está deitado ou sentado, sinta seus pés, pernas, mãos, braços, ombros, cabeça. respire profundamente e lentamente, abra os olhos.

Permaneça em quietude por algum tempo, somente aproveitando esse estado de paz.

Manual Pratico de Meditação

Portal da Harmonia
João Eduardo Fialho

terça-feira, 27 de julho de 2010

Deixando fluir.....



Lá fora a neblina se instalou
densa debruçou-se sobre as árvores
que mergulhadas no negro da noite
recebem tênue luz do poste...
então sob o parco raio de luz
como estrelas brilham as gotas
o vento suave
úmido e cheirando a chuva
balança os galhos que choram a névoa recebida
a música então se faz
um singelo e suave gotejar...
se mistura a cantiga de grilos
um estalo aqui...
outro alí...
lá distante um cão ladra
e aqui perto outro responde
um ronco de carro distante
acusa o tempo de agora...
seria melhor um galope
de cavalo???
eu não sei...
esse tempo passou
mas lá atrás não ficou
está aqui no meu coração
sempre pronto a emergir
quando a noite fica assim
e a névoa dança na luz
que tremula...
tremula....
ela passa...
passa suave
empurrada pelo vento
um friozinho beija o rosto
a respiração sente o frescor....
na penumbra da noite nevoenta
brilham as gotas nas árvores
brilha meu coração...
pois ao som das gotas
no canto do grilo
no passar do vento
ouço a voz
suave e maternal
de minha Mãe
que me segreda
deixa estar
tudo vem
tudo vai
apenas eu fico
bem aqui em teu coração...
minha Mãe....
minha doce e amada Mãe...
que estende seu manto
que me dá sua mão...
me acolhe nos braços
me canta uma canção
para que meu existir
tenha assim
uma direção
a direção do amor....
a direção da oração...

Mãe..
peço teu perdão
pelo tempo
que desligada passei
da contemplação
da teia mágica
de proteção
que teces e teces
eternamente
para que nenhuma criatura
fique sedento de tua benção....
e tua sublime afeição....


********************

Amo-te bela Senhora
é tudo que me ocorre agora
é a luz desse momento
amar-te meu alento
minha alma que chora
de emoção...
encantamento....

Amo-te bela Senhora
que posso mais eu fazer
se fiz da vida esse viver
eterna bruxa ei de ser
para a roda sempre rodar
e teu sagrado nome sempre honrar

Mãe....
nesse momento
em todos os momentos
o meu sincero e humilde sim....

Luma Elora Aislin