Luma Elora Aislin

Luma Elora Aislin
Sabá de Ostara

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A criação....pela bruxaria....



Entre os Mundos
CRIAÇÃO
Solitária, majestosa, plena em si Mesma, a Deusa, Ela, cujo nome não pode ser dito, flutuava no abismo da escuridão, antes do início de todas as coisas.  E quando Ela mirou o espelho curvo do espaço negro, Ela viu com a sua luz o seu reflexo radiante e apaixonou-se por ele.  Ela induziu-o a se expandir devido ao seu poder e fez amor consigo mesma e chamou Ela de "Miria, a Magnjica
O seu êxtase irrompeu na única canção de tudo que é, foi ou será, e com a canção surgiu o movimento, ondas que jorravam para fora e se transformaram em todas as esferas e círculos dos mundos. A Deusa encheu-se de amor, que crescia, e deu à luz uma chuva de espíritos luminosos que ocuparam os mundos e tornaram-se todos os seres.
Mas, naquele grande movimento, Miria foi levada embora, e enquanto Ela saía da Deusa, tornava-se mais masculina.  Primeiro, Ela tornou-se o Deus Azul, o bondoso e risonho deus do amor.  Então, transformou-se no Verde, coberto de vinhas, enraizado na terra, o espírito de todas as coisas que crescem.  Por fim, tornou-se o Deus da Força, o Caçador, cujo rosto é o sol vermelho mas, no entanto, escuro como a morte.  Mas o desejo sempre o devolve à Deusa, de modo que ele a Ela circula eternamente, buscando retornar em amor.
Tudo começou em amor; tudo busca retornar em amor.  O amor é a lei,     mestre da sabedoria e o grande revelador dos mistérios.
"A idéia dos sioux sobre as criaturas vivas é a de que as árvores, o búfalo e os homens são espirais de energia temporária, padrões de turbulência... esse é um reconhecimento intuitivo e primitivo da energia como uma qualidade da matéria.  Mas esse é um insight antigo, sabe-se extremamente antigo - provavelmente o insight de um xamã paleolítico.  Essa percepção encontra-se registrada de várias maneiras no saber primitivo e arcaico.  Diria que esta é, provavelmente, o insight fundamental da natureza das coisas, e que a nossa visão ocidental, recente e mais comum, sobre o universo como sendo constituído de coisas fixas está fora da direção principal, um afastamento da percepção humana fundamental."
Gary Snyder'
A mitologia e a cosmologia da Bruxaria estão enraizadas naquela "intuição de um xamã paleolítico": a de que todas as coisas são espirais de energia, vórtices de forças em movimento, correntes em um mar sempre em mutação.  Subjacente à aparência de isolamento, de objetos fixos em um curso linear de tempo, a realidade é um campo de energias que se solidifica, temporariamente, em formas.  Com o tempo, todas as coisas "fixas" se dissolvem, apenas para se fundirem novamente em novas formas, novos veículos.
Esta visão do universo como uma interação de forças em movimento - a qual, incidentalmente, corresponde, em um grau surpreendente, aos pontos de vista da física moderna - é o produto de um tipo muito especial de percepção.  A consciência comum que desperta vê o mundo como sendo fixo; ela focaliza uma coisa de cada vez, isolando-a do entorno, um pouco como ver uma floresta escura com o auxílio de um estreito raio de luz que ilumina uma só folha ou uma pedra solitária.  A consciência extraordinária, a outra modalidade de percepção, é ampla, holística e indiferenciada, enxerga padrões e relacionamentos no lugar de objetos fixos. É a modalidade da luz das estrelas: pálida e prateada, revelando o jogo de rumos entre laçados e a dança das sombras, sentindo caminhos como espaços no todo.

Starhawk em A Dança Cósmica Das Feiticeiras.

2 comentários:

Elaine figueira de carvalho disse...

Oi querida, há quanto tempo não venho no seu espaço! Estou com meu marido doentinho e com a rotina do dia a dia, deixei de visitar muita gente! Estou retornando, agora. Aos poucos vou visitando os seus blogs que gosto muito.

Abraços

Maruxa disse...

Gostaria muito que pudesse pasar pelo meu blog, e que me desde uma opinião de uma fotografía .o seu blog é de uma grande belleza.
Ficarei grata.
Nome do blog:mi jardín mi paraiso blogspot . Com