Luma Elora Aislin

Luma Elora Aislin
Sabá de Ostara

sábado, 21 de maio de 2011

Pensando em palavras....definindo conceitos...






Meditar, voltar-se para o caminho de dentro, encontrar o tesouro pessoal que cada um traz em seu íntimo, tesouro essencial para completar a jóia do mundo... precisamos aflorar a humanidade!



Meditar é refletir


Refletir é enxergar


Enxergar é admitir


Admitir é agir


Agir é mudar


Mudar é evoluir



Evoluir é vencer toda força destrutiva que insistimos em expressar todos os dias.





.... Retirado de Reflexões para a Nova Era/ Rosana Braga.




sábado, 14 de maio de 2011

Pequenas reflexões...grandes ensinamentos....




Não gaste seu tempo precioso a indagar:
"Por que o mundo não é um lugar melhor?"
A questão a formular é:
"Como posso torná-lo melhor?"
Para essa pergunta, há uma resposta.

Leo Buscaglia - O Caminho do Touro.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Uma noite ancestral.....para honrar SAMHAIN.





Como terá sido a noite esquecida de todas as memórias?
A primitiva noite ancestral da aurora da história,
em que um pequeno ser vivo chamou para perto da fogueira o seu neto e, apontando com dois dedos da mão uma estrela entre muitas no céu, pronunciou pela primeira vez o seu primeiro nome.
Com que gestos da mão e da fala rude, no entanto mais cheios de luz
do que a fogueira e mais ainda que as estrelas do céu,
teria acontecido aquilo um dia, no meio do silêncio da noite?
Como terá sido, uma outra noite ainda mais perdida na trilha do tempo em ele terá descançado sobre os ombros do neto o braço e, entre movimentos das mãos apenas e do olhar, terá ensinado a ele pela primeira vez um segredo, num tempo em que sob as estrelas do espaço não existiam sequer as palavras?
Sequer os nomes do mundo.
Como terá sido o desenho daqueles gestos sem voz e tão humanamente simples que sob a guarda dos astros os dois adormeceram?
Que pássaros da noite e que astros do céu e que flores noturnas dessas cujos perfume tão cheio torna um momento da vida de mistérios, e que outros seres vivos do Universo terão assistido aqueles instantes em que, o primeiro gesto e, depois, a palavra, terão criado o ato de inventar a troca de símbolos, de saberes e de sentimentos do mundo?
... entre gestos de amor e os de sabedoria primitiva: movimento das mãos, momentos do olhar, murmúrios de palavras e as primeiras frases do pensamento, viajando por infinitas manhãs e noites e multiplicando o inventário de passar os segredos humanos do mundo.
Ao longo de um caminho de montes e vales da história, que outros dias e outras noites primitivas terão testemunhado a trama dos mistérios em que, aprendendo com a vida a experimentar o fio da natureza, tocando com as ferramentas das mãos e do espírito o repertório sem fim dos seus recursos e segredos?
Em que momento perdemos , à maneira deles, e entre eles, à volta das fogueiras, na beira dos rios, tocando uns os corpos dos outros: aprendiam e ensinavam e de novo ensinavam e aprendiam...
criavam, fiavam e colhiam, fazendo circular os rituais do seu saber,
para que os filhos fossem mais sábios do que os pais e os netos ainda mais do que seus avós...
Vivendo, experimentando o mundo, tocando com os mesmo gestos
o que viam os outros tocarem com a sabedoria, e aprender com a vida, que entre todos os seres é o melhor mestre...
Descobrindo as lições de aprender uns com os outros através da vida coletiva, ao redor do calor dos corpos, olhando os dedos do artesão e as mãos do sábio e murmurando dentro do espírito as palavras que ouviam.
Onde está a Grande Árvore que dia a dia viajava o tamanho do seu tronco em direção ao Céu, carregada de saberes, entre eles o mais forte:
que a solidariedade aprendida deve ser de todos?

Da autoria de alguém muito especial....
que me disse, posta que a autoria foi...a vida.....




Bençãos e luz serena.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Conversinhas...instigantes....

Alguém entende essas frases aí embaixo todas separadas
kkkkkkkkkkkkkkkkk, até parece que eu dei esses espaços todos
afeeeeeeeeeeeeeeee que doideira espacial!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Recado para a Fada das Letras.




A Fada das Letras


me deixou esse mimo bruxesco


em minha página do orkut


respondi prontamente com


algumas frases poéticas


gostei e resolvi transportar para o bloguinho


mas....daí...


que tinha que dar rimas


kkkkkkkkkkkkkkkkkkk


e virou a poesia abaixo




Obrigada querida amiga bruxa Fada


por estimular essa lado meu que amo


posso não ser boa...mas...enfim....


gosto de poetar.....


trás alegria ao meu coração


e devo hoje, isso à ti


bjussssssssss Fadinha!

Somos bruxas a bailar.




Somos bruxas a bailar



assim sob o luar



rodando o manto



cintila a coroa



voam os cabelos



em música sagrada



dançamos a dança ritual



da magia dos sonhos



do sangue que corre



pelas veias lunares



de nossa alma pagã....



Somos bruxas a bailar



assim sob o luar



entoando à noite um canto



sob estrelas ou com garoa



honramos e traçamos selos



ancorando o bem, banindo o mal



rodamos um círculo que não morre



por luas e tempos solares



da Deusa filhas, da natureza irmã....



Somos bruxas a bailar



assim sob o luar....



rodando sempre a dançar



e conjurando o verbo amar.....






Luma Elora Aislin



28/04/2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mulheres que Correm com Lobos....pinceladas.




Trechos do livro "Mulheres que Correm com os Lobos" de Clarissa Pinkola Estés.


Os lobos saudáveis e as mulheres saudáveis têm certas características psíquicas em comum: percepção aguçada, espírito brincalhão e uma elevada capacidade para a devoção. Os lobos e as mulheres são gregários por natureza, curiosos, dotados de grande resistência e força. São profundamente intuitivos e têm grande preocupação para com seus filhotes, seu parceiro e sua matilha. Têm experiência em se adaptar a circunstâncias em constante mutação. Têm uma determinação feroz e uma extrema coragem.



Quando as mulheres reafirmam seu relacionamento com a natureza selvagem, elas recebem o dom de dispor de uma observadora interna permanente, uma sábia, uma visionária, um oráculo, uma inspiradora, uma instintiva, uma criadora, uma inventora e uma ouvinte que guia, sugere e estimula uma vida vibrante nos mundos exterior e interior. Quando as mulheres estão com a Mulher Selvagem, a realidade desse relacionamento transparece nelas. Não importa o que aconteça, essa instrutora, mãe e mentora dá sustentação às suas vidas interior e exterior.



De que maneira a Mulher Selvagem afeta as mulheres? Tendo a Mulher Selvagem como aliada, como líder, modelo, mestra, passamos a ver, não com dois olhos, mas com a intuição, que dispõe de muitos olhos. Quando afirmamos a intuição, somos, portanto, como a noite estrelada: fitamos o mundo com milhares de olhos.



O arquétipo da Mulher Selvagem, bem como tudo o que está por trás dele, é o benfeitor de todas as pintoras, escritoras, escultoras, dançarinas, pensadoras, rezadeiras, de todas as que procuram e as que encontram, pois elas todas se dedicam a inventar, e essa é a principal ocupação da Mulher Selvagem. Como toda arte, ela é visceral, não cerebral. Ela sabe rastrear e correr, convocar e repelir. Ela sabe sentir, disfarçar e amar profundamente. Ela é totalmente essencial à saúde mental e espiritual da mulher.



E então, o que é a Mulher Selvagem? Do ponto de vista da psicologia arquetípica, bem como pela tradição das contadoras de histórias, ela é a alma feminina. No entanto, ela é mais do que isso. Ela é a origem do feminino. Ela é tudo o que for instintivo, tanto do mundo visível quanto do oculto - ela é a base. Cada uma de nós recebe uma célula refulgente que contém todos os instintos e conhecimentos necessários para a nossa vida.



Ela é a força da vida-morte-vida; é a incubadora. É a intuição, a vidência, é a que escuta com atenção e tem o coração leal. Ela estimula os humanos a continuarem a ser multilíngües: fluentes no linguajar dos sonhos, da paixão, da poesia. Ela sussurra em sonhos noturnos; ela deixa em seu rastro no terreno da alma da mulher um pêlo grosseiro e pegadas lamacentas. Esses sinais enchem as mulheres de vontade de encontrá-la, libertá-la e amá-la.


Ela é idéias, sentimentos, impulsos e recordações. Ela ficou perdida e esquecida por muito, muito tempo. Ela é a fonte, a luz, a noite, a treva e o amanhecer. Ela é o cheiro da lama boa e a perna traseira da raposa. Os pássaros que nos contam segredos pertencem a ela. Ela é a voz que diz, "Por aqui, por aqui".



Ela é quem se enfurece diante da injustiça. Ela e a que gira como uma roda enorme. É a criadora dos ciclos. É à procura dela que saímos de casa. É à procura dela que voltamos para casa. Ela é a raiz estrumada de todas as mulheres. Ela é tudo que nos mantém vivas quando achamos que chegamos ao fim. Ela é a geradora de acordos e idéias pequenas e incipientes. Ela é a mente que nos concebe; nós somos os seus Pensamentos.


O companheiro certo para a Mulher Selvagem é aquele que tem uma profunda tenacidade e resistência de alma, aquele que sabe mandar sua própria natureza instintiva ir espiar por baixo da cabana da alma de uma mulher e compreender o que vir e ouvir por lá. O bom partido é o homem que insiste em voltar para tentar entender, é o que não se deixa dissuadir.


Portanto, a tarefa primitiva do homem consiste em descobrir os nomes verdadeiros da mulher, não em usar indevidamente esse conhecimento para ganhar controle sobre ela, mas, sim, para captar e compreender a substância luminosa de que ela é feita, para deixar que ela o inunde, o surpreenda, o espante e até mesmo o assuste. Também para ficar com ela. Para entoar seus nomes para ela. Com isso os olhos dela brilharão. E os dele também.