Luma Elora Aislin

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Sabá de Ostara
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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Uma conversação sobre instrumentos e rituais.


Minha amiga Luma e todos que se sentirem a vontade pra falar sobre o assunto...o que de fato é essencial num ritual de sabat? O fato de eu não crer necessário todos esses objetos influenciam na prática do ritual? Obrigadinha...rs


Bom dia, amada.

O que ocorre é o seguinte, na Arte temos instrumentos, que nos são sagrados devido ao seu simbolismo, muito mais do que ser simbólico, é o conteúdo energético que ele carrega por anos de uso dentro da magia.
Nossos instrumentos, além dos que tem função prática, é claro, como no caso do Boline (ou faca de cabo branco), que serve, entre outras coisas para cortarmos as ervas a serem usadas, sejam em ritual, em feitiços, num simples banho de ervas ou chás.....tem bruxa que vai usar seu boline apenas em coisas que estão ligadas a um ritual formal ou então, a feitura de um feitiço, não é o meu caso. Se tu chegares aqui em casa e precisar cortar algumas ervas, a fim de levares para por no teu chimarrão ou fazer um chá para dor de barriga, se tiver que usar o boline, eu uso.... Bem, além desses, existem os que estão ali para uma ancoragem de energia, estão ali para nos lembrar, para nos induzir, a um estado de consciência, muitas vezes necessários a um ritual, nem que seja para lembrar que estamos diante dos Deuses e devemos estar em posição de respeito e honra, parece estranho eu falar isso aqui, mas querida olhe....minha experiência...altar montado, as pessoas reunidas, o sacerdote querendo começar o ritual, a formação do círculo (de forma formal, pois todos já estavam em formação circular, e os membros do círculo, rindo e conversando, comentando a noitada anterior e se as companhias eram boas ou ruins, (bem, me desculpa, mas, é verdade.....e, dói em uma bruxa....) isso em frente ao altar e aos símbolos, imagina sem essa, como diria alguns, pompa.
Costumo dizer que uma verdadeira bruxa, começa suas práticas no hoje, sem absolutamente nada, porque ela já tem inserido em seu subconsciente, a representação, daquilo que lhe é sagrado, e mais ainda, a devoção e o respeito...quando falo em respeito parece uma coisa imposta mas, nada tem a ver isso aqui, simplesmente o ato de ter uma atitude respeitosa, está imbuída aqui do sentimento de devoção. A bruxa trás dentro de si a memória residual dos instrumentos mágicos ritualísticos que um dia manipulou e, aquilo trás ao seu aqui e agora toda uma carga positiva em seus rituais, carga de ancoragem, de proteção, etc. 


Desta forma é absolutamente normal se realizar um sabá, praticamente de mãos abanando, digo isso, porque o mais comum é que, pelo menos uma vela pequena, um incenso....é utilizado....contudo eu já fiz rituais sem absolutamente nada. Mas, quando começamos assim, e mesmo sabendo que o material não nos impede, ou melhor a ausência deles, quando vemos já fomos adquirindo nossas coisinhas, isso não quer dizer um aparato imenso, onde temos de tudo que se vê descrito em rituais prontos e muito mais....porque se tu começar a ler...e, por  isso a leitura é fundamental, verás que a existência de elementos beira ao enchimento de muitos baús ou armários, rsrsrsrsrsrrsrs  mas, é assim...até porque, começam a aparecer na frente da bruxa, aquilo que se destina à ela, isso ocorre às vezes de forma quase que mágica, tipo, tu entra em um lugar em que nunca viu determinada coisa para vender e então, como num passe de mágica, tu dá de olho em algo relacionado a Arte....isso é bem estranho, e mais estranho ainda é que tendo o impulso de adquirir, mesmo que conte moedas, o dinheiro estará lá...ou então, logo em seguida, tu terás a quantia em mãos.....e é assim que aos pouco se adquire algumas coisas mas, isso não quer dizer que, mais uma vez reforço, tenha que se ter tudo....eu, por exemplo, ainda não tenho todos os instrumentos da Arte, me refiro aqueles consagrados pela literatura, e que se tem em mente que  toda a bruxa possua. Isso também se aplica a roupa, vai chegar um momento que tu vai ficar incomodada de estar com as roupas que usa no dia a dia e, automaticamente vai eleger um vestido confortável e começar a usar apenas aquele cada vez que pensar num ritual, ou terá vontade de tirar a roupa...essa vontade é mais forte durante um esbat de lua cheia.....eu, por exemplo, posso ir para o campo sem absolutamente nada, e estar usando uma roupa normal, apenas para realizar um discreto culto a deusa da noite, ficar sentada em algum cantinho, olhando a lua e orando...ou seja um simples ritual de adoração e honra...e, sempre vou querer estar sob minha capa...é justamente nesses rituais simples, que mais sinto a necessidade da capa e do capuz, é como se pela capa houvesse o isolamento do mundo profano e passasse a ficar somente eu e a divindade lunar, em perfeita harmonia.

Por outro lado, há, e cada vez mais quem ao ler o primeiro livro de bruxaria ou wicca, saia feito louca e volte com uma bagagem nas mãos, principalmente agora em que lojas especializadas se multiplicam...não sabem nem ao certo o que fazer com aquilo tudo, vão ao livro palavra por palavra, fazendo purificações e consagrações de instrumentos, rituais elaboradíssimos, tudo acompanhado do livro para não esquecer ou então religiosamente decorado e sai repetindo aquilo como prática constante e depois de um tempo, em conversa ou debate com alguém, discorre que aquela é a única forma correta de proceder, todo o resto não conta, imagina! sair inventando rituais de purificação e consagração ou até mesmo não fazê-los...que heresia!

Na realidade baseado no que lemos, devemos criar nosso próprio ritual, dentro de uma margem, de variedade mas, que personalize cada um deles, afim de que não fiquem muito entrelaçados, isso não impede e pelo contrário, deve haver elementos iguais de um para outro, até porque as estações se encostam, na natureza as coisas não vem em gavetas separadas e catalogadas como em uma loja de departamentos, no térreo bazar e móveis e no andar de cima roupas e acessórios.....




Quando eu entrei para um coven e comecei a ritualizar com eles e não mais só, eu passei a utilizar as correspondências deles, o que era muito natural, depois que sai do coven, continuei com elas, por uma questão simples eu ancorei essa energia em mim....é como acender a luz da peça em que vamos trabalhar, são símbolos que deflagram um estado de alma e ajudam a  preparar a formação do círculo mágico pelas suas simples presença, dessa forma quem entra em contato comigo, vai perceber que as cores sabáticas são diferentes das narradas na literatura e que na literatura, também as cores divergem de autor para autor, de tradição para tradição, e isso das tradições, também elas definem uns ou outros instrumentos, e a forma como usa-los.

Eu sou uma bruxa pipa, solta no ar....acrescentei coisas, elementos as minhas práticas do convívio com o coven e fiz isso porque ao estar com eles, percebi que assim era uma forma correta de estar e que me ajudava na harmonia mágica....enfim me deixando à vontade.

Eu noto que muitas pessoas pregam a ausência de instrumentos e de elementos e total desprezo por esses e dizendo que não fazem falta, que isso tudo é golpe para vendas e tudo o mais, o que de certa forma eu não deixo de concordar mas, pelos Deuses! Vejo também um pensamento completamente distorcido, como querer ser algo e desprezar os simbolismos dessas mesmas? Acho isso um desrespeito, é certo que há limites e aproveitadores e deslumbrados e tudo o mais mas, vejam com 5 pauzinhos e um círculo de cipó ou alguma raiz, ou uma corda, se faz um pentagrama, ou com um pouco de argila.....uma singela faca de cozinha, um boline...e assim vai....

É uma questão de escolha mas, essa escolha deve ser coerente com o que se está vivenciando, senão fica evidente aquela grotesca disparidade, e existe muito por aí, podem acreditar....

Em relação as cores do sabá, eu utilizo a cor laranja para Mabon.

Mas, antes quero falar de algo que me passou, os que pregam que o que vale é a intenção, muito correto. E é justamente essa intenção firme e forte e cheia de fé, que vai carregando magicamente os instrumentos da arte, onde chega a um ponto em que eles estão assim cheios de poder, e como tal são considerados como instrumentos mágicos e com vida própria, daí decorre toda aquela ritualística e mística frente aos objetos de uma bruxa ou de um mago.




Outra coisa, dentre os objetos dos rituais temos os instrumentos mágicos e os simbólicos de todos os rituais e os de cada ritual, os simbolismos específicos.....aqui de novo impera o bom senso, ninguém precisa deixar de ritualizar porque não tem flores para o altar, porque não fez pão ritual, porque não tem todas as velas necessárias, nas cores correspondentes e por aí vai....se um ritual tem muitos elementos, ficamos mais envolvidos na arrumação do mesmos e na ordem das coisas e nos perdemos da essência, contudo se optarmos por essa forma de ritualizar, se realmente imbuídos de intenção sagrada, cada gesto servirá como um a todo devocional, uma oração, é um todo harmônico que gera muito ancoramento, muita paz, muito amor, quanto mais envolvidos, mais estamos mergulhados na energia da Senhora e do Senhor, e isso é muito bom.

Então, fica claro que o início de tudo é a intenção, a fé, o amor , a vontade, a disposição....bruxaria é antes de mais nada uma entrega de devoção e amor, senão vira apenas práticas mágicas, se igualando a qualquer feiticeiro, que funciona com pactos e todo o resto (eu uso o termo feiticeiro, para definir aquilo que se convencionou chamar de bruxa, rsrsrsrsrsr).

Dessa forma, ritualizar Mabon, pode ficar resumido ao acendimento de uma vela laranja, um incenso que corresponda ao período...e toda devoção que pode expressar um coração...na prática das orações, que serão as invocações ao deus e a deusa...sem mesmo precisar abrir o círculo mágico, embora essa prática vai deixando o bruxo cada vez mais apto na formação eficiente do círculo, quando esse tiver que necessariamente ser traçado..
E mais quem realizar o ritual dentro e fora do círculo, certamente sentirá a diferença...outra coisa é o convite aos guardiões...ora, quando fazemos uma festa, chamamos convidados afins não é mesmo? e os chamamos, queremos a presença deles, quando organizamos o aniversário dos filhos pensamos nas crianças, preparamos tudo para elas, imaginem se os amiguinhos não chegam, ou mais ainda, vc prepara a festa para o filho, com tudo que tem direito e não chama os amiguinhos...diz para a criança tem bolo, docinho , guaraná, tem balões e balão surpresa e lembrancinhas com balas e pirulitos e tem até gelatina com frutas e carrinho de algodão doce mas, tu meu filho ficarás só, mamãe não chamou os amiguinhos...porque não são necessários, ou simplesmente não os convidei por preguiça......é nessa situação, que vejo a ausência dos guardiões...elementais, natureza, deus e deusa, bruxaria, magia, estão de tal forma ligados, que não há como separar, sem que a coisa pareça, um tanto, sem noção, vazia....eu não sei é minha visão......

Afinal as religiões tem seus ritos...e, isso também é bem corrente, as pessoas se voltam contra os ritos e vem para a bruxaria que acena com liberdade, rsrsrsrsrs primeiro que é uma visão totalmente distorcida, segundo, confusão de liberdade de escolha com libertinagem de ação...são coisas bem diferente.

Bem, amiga por hoje é só mas, quero saber o que pensas e em cima disso como farias um ritual de Mabon?

É um exercício, rsrsrsrsrsrsr

Bençãos dos Antigos!

Luma Elora Aislin




quinta-feira, 13 de junho de 2013

Para um bardo que habita meu coração.


....e assim é doce essas palavras que vem....
palavras que são bençãos também....
tornam o caminho um brilho só, 
e assim como mágica da mente sai o pó.....
aquele que encobre emoções e sentimentos.....
que veda a poesia dos momentos.....
necessário que tenha a mente aberta....
para assim fazer a gentil descoberta....
que seguindo o caminho a alma se liberta....
percebendo enfim, 
que a dança está certa....
Awem! 
agora, ontem, amanhã e sempre.....porque assim 
escolhemos com o coração 
e sob o manto dos Deuses estamos em proteção.... 
te amo com devoção,
 meu bardo irmão....

Luma Elora Aislin
13/01/2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

Reclamona...eu????????

ahhhhhhhhhhh tá.....
imagem não vai,
durou pouco minha alegria
antes não entrava imagem com movimento
aí passou a entrar,
obaaaaaaaaaaa
fiquei feliz da conta,
agora não entra nenhuma imagem...
O que faço com elas então?
ficarão aqui...entupindo meu pczim?????????
e as fotos que tiro a torto e a direito....
servem só pra eu ficar zoinhanduuuu?
aí como sofrooooooooooo

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Conversinha sobre Vermelho....

Normalmente não faria isso...
acho que não fiz com o preto, mas achei interessante ao consultar a wikipédia, o material informativo e que aborda as mais variadas formas que cabem o estudo do vermelho...po isso aviso, passarei para cá, também aos poucos, o material amplo sobre o vermelho.....

Luma

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Conversinhas minhas.....

Ficando exibida com a "tar" de poesia,
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
mas, é tão "baummmmmmm"
já tentaram escrevinhar alguma?

Deixa a alma levinha levinha
vale a pena....mesmo que seja pequena, rsrsrs

O que continuo sem entender são os tais de espaços
afeeeeeeeeeee quem me dera entender de blogs!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

terça-feira, 7 de junho de 2011

Conversando sobre o belo texto de Will Tom.




Uma conversa ligeira, e não menos importante, para agradecer meu querido amigo Will Tom, que me concedeu a honra de poder postar em meu humilde bloguinho, seu belo material sobre o PRETO.


Assim esclareço que os textos que vão da parte I a parte VI, é da autoria do querido irmão, um espírito agraciado com a luz e benção de SANTA SARA.


Querido amigo WILL TOM muito grata pelo teu carinho.


Luma Elora Aislin, uma bruxa fascinada por preto....afinal, emagrece.....

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Conversinhas...instigantes....

Alguém entende essas frases aí embaixo todas separadas
kkkkkkkkkkkkkkkkk, até parece que eu dei esses espaços todos
afeeeeeeeeeeeeeeee que doideira espacial!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Recado para a Fada das Letras.




A Fada das Letras


me deixou esse mimo bruxesco


em minha página do orkut


respondi prontamente com


algumas frases poéticas


gostei e resolvi transportar para o bloguinho


mas....daí...


que tinha que dar rimas


kkkkkkkkkkkkkkkkkkk


e virou a poesia abaixo




Obrigada querida amiga bruxa Fada


por estimular essa lado meu que amo


posso não ser boa...mas...enfim....


gosto de poetar.....


trás alegria ao meu coração


e devo hoje, isso à ti


bjussssssssss Fadinha!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Conversando sobre Osho....







Um dia, aí pela internet, um amigo que pratica trabalhos no astral através de desdobramento, relatou notícias de Osho, e dizia ele que o guru estava em péssimas condições, por ter sido um oportunista, sua obra ser mera compilação de trechos da doutrina das religiões indianas e em como vampirizava sexualmente os discípulos, no que então respondi (porque afinal das contas, acho válido quando temos uma posição sobre alguma coisa, colocar, é assim que partilhamso a vida e consequentemente a caminhada):

- fico triste...gosto de muita coisa oshoniana, também sei que não veio diretamente dele que parece (não posso dizer...não sei) não escreveu foi nada, fazia palestras, e em cima do que falava, que era gravado, sei lá o quê...os seus discípulos escrivinharam.....sabe....eu muito desconheço e na real não quero me aprofundar, sempre costumo dizer que o que meus olhos não viram será ou não....sou daquelas porém que desfruto das sobras, não me importo que me chamem de mendiga, o que me importa é o sentido que cada pessoa pode transmutar em bom para si com aquilo que lhe chega.....costumo ir assim coletando pérolas, às vezes em belas ostras de mar limpo e sereno, outras num mar bravio e poluído, tenho cá meu pensamento que as fraternidades de irmãos benignos se servem de tudo e qualquer coisa que esteja por sobre a terra, para dar sacolejos, sinalizadas, piscadas de olho, enfim......



É dessa forma que não sou adepta nem quedo de joelhos ante nada, sou sim uma oportunista daquilo que me transmite uma sensação melhor e mais punjente para um despertar diante de vampiro, aproveitadores ou seja lá o que...não me mostro apreensiva deixo que o curso de cada vida seja digna de receber aquilo que plantou, simplesmente desfruto do bom que há em cada ser e situação, sempre há um aprendizado quando o coração resolve olhar e a mente acompanhar a colheita.....eu não sei do senhor Osho, não sei se seu Ashram era um antro de sexo....não sei se foi rico e se fartou de boa vida, mas...penso que não andava de porta em porta pedindo para que se deitassem com ele, e ainda por cima prometendo a reino do céu....fazia comércio? Bem não saía colocando uma cruz ou um Cristo em sua frente como causa única e final.....eu sempre prefiro colher as rosa nos jardins e dele...o Osho...eu colhi algo muito interessante....foi através dele que vi um pensamento de vida muito meu ser aceito, kkkkkkkkkkk, se posso dizer isso....uma das primeiras coisas que eu li do Osho, foi sobre a meditação dinâmica, li sobre o ensinamento que qualquer coisa que se faça na vida material não afasta a pessoa da vivência espiritual...foi uma coisa em que sempre acreditei....lembro na época estar fazendo parte de um grupo xiita, como agora estão chamando as pessoas CDF, em relação as suas práticas, e aí que eu tinha que mantrar e meditar, e invocar e fazer e acontecer, e a coisa estava ficando cada vez mais alucinada, eu não estava dando conta daquilo e me sentindo péssima enfim, eu estava fadada aos impuros e endiabrados, retardados que não conseguem fazer as "coisas espirituais!


Quase morria de culpa e já estava a culpar minha vida, a mim e meus rebentos....sendo eu alguém muito metido, resolvi parar com tudo, ter um tete a tete com o que eu chamo de espiritual, na base do.... olha eu tô aqui....tem alguém aí? que me escute por gentileza, tô carecendo de luzzzzzzzzzz nas minhas caraminholas cinzentas....

Eu achava que fazendo minhas obrigações, eu estava também praticando o espiritual, eles falavam em sacrifício, em que o profano jamais se misturava e o diabo a quatro, eu pensava...assistir meus filhos e minha família é santo....não é profano...eles diziam que para tudo há limites....que eu era usada e permitia, que eu tinha que me impor e ter meu espaço, o que eu queria era digno eu estava em um caminho espiritual e deveria ser respeitada....afeeeeeeeee uma luta de gigantes, em que uma vez emitido meu grito ao universo, ou seja lá quem for, eu aquietei meu coração....parei com tudo e passei a cuidar das crias com calma e serenidadee pensava...pois bem...se não for para evoluir dessa vez que assim seja....e aí, não sei como nem por onde um texto do Osho....ou dos seus discípulos, tanto faz, me veio com a plena resposta do momento que eu vivia, que digam que eu apenas visualizei o que eu queria ver, tudo bem.....eu apenas respondo que aquilo poderia não existir e muito menos cair nas minhas mãos naquele momento...então...tranquilamente eu passei a viver meu "profano" junto com meu "espiritual", fiquei em paz...sumiu a angústia....a dúvida...o medo que essas criaturas fanáticas te colocam na alma, não assino embaixo de tudo que já li dele....ou de quem quer que seja por ele....coloco aí aquela velha história, estamos todos aqui procurando nosso caminho, acessando retalhos e nunca o todo, senão não estaríamos mais aqui....deixo passar...recolho na minha rede o que me acalma e faz eu entender melhor meu próximo, sem me tirar as forças para seguir meu caminho, e as coisas que vim fazer por aqui, é isso.


Falando nisso lá vou eu cumprir minhas "obrigações"....

Luma Elora Aislin

terça-feira, 28 de abril de 2009

Minha verdade religiosa.


Minha verdade religiosa é o amor, sem ele qualquer caminho por onde andamos se torna vazio, esse vazio trás com ele uma reação....devido a falta em que estamos mergulhados....vamos ao longo da existência juntando bagagens...ficamos soterrados e não há lugar para mais nada, então, exausto de tanto peso, passamos a agredir à quem está ao nosso lado, temos que jogar a culpa de nosso fardo em alguém...e, assim vamos levando a vida......todo um medo profundo de não sentir nada, de não ter nada....de não ser nada.....morreu acabou.....ninguém a nos escutar...ou melhor nossas preces, ninguém a nos socorrer, somos nós e nós mesmos...esse é o medo residual dentro de cada um.....
Assim caminhando vamos construindo nossas verdades, tal qual crianças com seus ursinhos, companheiros no escuro malvado da noite, quando papai e mamãe não estão ao alcance dos olhos.
A presença do sentimento de amor vem a suprir essa carência, o medo vai se esvaindo...já não temos porque culpar nosso irmão pelo fardo que carregamos...vemos as certezas e as incertezas da vida, mas acreditamos em algo maior....mas, um algo mais amplo, mais sereno sem tantas bagagens de cobranças......nesse momento nos abrimos a vibração do sagrado e, ao fazer isso temos a chance de subir a escada rumo a evolução espiritual....de forma consciente...aceitamos o plano do universo...muitas vezes, sem entender nada, praticamos o que nos convém contudo, temos a noção de que nosso irmão, não é nosso inimigo...ele apenas está lendo a lição numa outra cartilha escrita com outras palavras e decorada com outras fotos...mas, que querem no fundo dizer a mesma coisa.
Portanto, tendo eu alívio do fardos do desconhecido, do ressentimento, da culpa e do medo, me tornei mais leve para voar.
Bençãos plenas!
Luma Elora Aislin

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Falando de Bruxas II.



VERDADES.

Por que ser bruxa é bom?
Por que aprendemos a não mentir a nós mesmas.
Não tem jeito, depois que assumimos esse lado em nós, aprendemos a ser mais seletivas com o que nos convém, com o que nos vale a pena...
A partir do momento que reconhecemos sermos capazes de mudar a realidade por vezes sob a forma de magias e encantamentos aprendemos a nos conhecer melhor, nos darmos o valor que temos.
O mundo não gosta muito disso na maioria das vezes, pois as pessoas que nos rodeiam percebem as mudanças e nem sempre gostam. Deixamos de ser condescendentes com mentiras e sapos que nos fazem engolir durante a vida. Aliás nossas bocas ficam perfeitas por que num momento percebemos que não temos de engolir sapo algum!
Os sapos que aceitamos estão a partir desse momento fora de nós em formas de namorados, maridos filhos e companheiros... etc,
E aceitamos as falhas de todo sapo ao nosso redor, desde que não queira fazer parte de nossa essência.
É uma diferença tamanha, se perceber gente a esse ponto, que só por isso valeria a pena ser uma bruxa!
Mas ao despirmos essas mascaras que por vezes usamos achamos uma mulher forte, novinha em folha que pode ter vinte, trinta ou quarenta anos, mas é alguém tão linda por ser filha dos deuses, que nos faz sorrir a nós mesmas e querer dançar em espirais de crescimento sempre!!!
(Desconheço a autoria).

domingo, 16 de setembro de 2007

Escrevinhando II ( o um ficou imcompleto, como sempre!).



Um belo dia, não tão belo assim, você acorda, tem sol, mas não te aquece, porque o vento corta forte, barulhento e faz arrepiar tua alma, e teu corpo se contrai.

Neste dia o sol parece estar sem energia, ou então, muito longe, você olha o céu e pensa, até ele está indo embora, ou , até ele está se entregando, perdendo suas forças.

Um belo dia as coisas que eram para estar lá, não estão mais......e você questiona onde estava escrito que elas estariam, você localiza, estavam lá, nos seus sonhos.
Pensando nos sonhos cheguei, em um salto mental, embora deva ter cuidado, porque parece que até saltitos mentais bruscos devem ser controlados, pois senão minha cervical dói. Penso agora, que a respiração também deva ser suave, deslizes de respiração podem comprimir meu pescoço, afeee!!!
Voltando ao passado, mergulhada lá atrás, com as devidas precauções, cheguei no sonho, traduzo sonho como aquilo, que em um certo momento de sua existência, você quer, e acredita muito que aquele é o seu caminho, “aquilo”é o que você quer para si, “aquilo” é, enfim seu “sonho”, seu “ideal”, indo pela lógica da razão, aquilo é o que você irá realizar em “sua vida” (pelos Deuses, quantas aspas!).
Então, aí estou eu, mergulhada naquele sonho lindo, vibrante, o sonho dos meus sonhos, eu sinto o cheiro do tule....., não há bailarina, que não tenha metro de tule em seu vestir. Tules fazem parte. Sainhas cheias, franzidas, camadas e mais camadas, ou diáfanas, mais compridas,, sempre franzidas para rodar, fazer efeito, e que efeito! Ah! Que lindo o movimento das sainhas..... Faz parte, como as sapatilhas e as malhas, nada se iguala! ainda hoje, é para mim a roupa mais linda que um ser pode vestir, suas malhas de ballet.
Pronto! Aqui estou eu, no salto de agora, com as lágrimas nos olhos, a dor no coração, e a saudade, do que nunca foi.......
Como penso em construir uma vida, se me faltam os materiais? Tenho eu, que viver aqui, tenho eu, que realizar, me cobram, me cobro feitos, pleno exercício do viver, mas como? Se não há tules, sapatilhas, malhas, Tchaikovsky? Não há fotos, não há lembranças, não há nada apenas o sonho...e, a dor! (dor da saudade do que não houve).
Um belo dia, você vê, que faz anos que não dança mais. Sim, bailarinas dançam, precisam, necessitam. É inevitável, a música começa, o corpo acompanha, é instinto. E você busca o ontem, e perde-se por lá, porque não consegue mais nem visualizar qual foi a última vez que dançou.
Então, placidamente você percebe que não escuta mais música. Antes disso, você identifica, que num certo momento, trocou seu estilo musical, cessaram as músicas dançantes, pelas de meditação, pelas de aplicação de reiki, harmonização de chakras, pelas celtas, ouvidas como fundo litúrgico para rituais mentais, as canções que honram a Senhora, os elementos, a natureza, são sons de chuvas, ventos, mar, trovoadas, cantos de pássaros e por aí vai......e, tem os mantras!
E aí você percebe que não faz nem idéia da última vez que colocou seu CD de tambores, para confortavelmente, deitar e viver na mente, aquilo que sua alma, pede ao vivo e a cores, mas assim como o ballet, não acontece.
Mas, a mente vai, e com ela vai a alma, que bela, lá vai ela dançar em torno da fogueira, dançar o tambor e, na dança sentir a chegada do ser magnífico, que comunga com você, seus atributos, que tem como missão vivenciar momentos de contato, para que ambos evoluam, realizando tarefas que nem mesmo a consciência apreende. Não é preciso, quando em um ritual xamânico, você dança, integra seu animal de poder e juntos transpassam os mundos, algo será feito, algo de lindo, de mágico, mas algo será realizado!
Se for um animal de cura, ou um auxiliar, ah! que lindo! vocês irão partilhar sua união em prol de uma cura, seja sua ou seja para alguém....nunca falta a quem ajudar. Você já percebeu quantas pessoas doentes tem ao seu redor? Quantos motivos existem para que fogueiras sejam acesas, portais abertos, comunhão com energias, cujo objetivo de existência é exatamente esse, ajudar, auxiliar, emprestar suas virtudes, seus talentos para assim também evoluir?
Quando um xamã se nega a pratica do ritual, ele nega aos seus guardiões o exercício de sua tarefa. E Você aí, vai me dizer que não existem xamãs que se negam, que xamã é aquele que está lá no seu habitat natural, que xamã é que sai (agora, no bum da nova era, se desloca até as reservas, e vai aprender a trilhar o caminho vermelho, com o xamã tal, de tribo etc..., com todo o conhecimento ancestral do povo etc e tal. Que confortável mecanismo de castas..... é verdade, sim, é verdade sim, mas existe mais, existe entrelaçamento, existe “globalização”.
Cegos! De todas as tribos e continentes, atentem a realidade, a globalização terrena, essa, essa aqui, proporcionada pelos meios de comunicação, pela abertura de fronteiras, pelos meios de transportes, poder econômico..., em que agora estou aqui sentada escrevendo, em minha casa, mas amanhã, depois do avião, do dinheiro gasto e tudo mais, posso estar iniciando meu aprendizado, in loco, com o xamã “legítimo”, minha quarentena no deserto, de deuses sabem lá de onde, tomando sabe lá qual das plantas de poder, para alterar a consciência, para adentrar entre os mundos, e lá beber da sapiência, do enfrentamento, simplesmente levantar o véu, tomar ciência, aceitar ou não e seguir, então, a jornada da alma, enquanto espírito encarnado, agora reconectado ao recinto dos mistérios....
E, bem sei que, uns e outros enlouquecem. Vivências místicas aceleradas em rituais, fazendo uso de agentes amplificadores, as plantas de poder, tudo isso às vezes, ou melhor, no xamanismo, muito intenso, abrupto, sem degrauzinhos suaves, etapas cicatrizadoras.
Não, isso não faz parte do segmento, da energia ancorada na dimensão dos trabalhadores místicos do orbe terra, ditos xamãs, caracterizados pela raça vermelha. Raça vermelha? Hindus são vermelhos? Esquimós são vermelhos? Siberianos são vermelhos?
As pessoas querem adentra as dimensões místicas astrais, ainda separando raças, locais, culturas, religiões, panteões! E, ainda brigam por isso! Discorrem um falatório bonito e formal, denotam um conhecimento antropológico, filosófico, histórico, esotérico, genial! Eu fico pasma de ver! Sinto me pequenina, inculta, pelos Deuses! as vezes tenho realmente a sensação de minha ampla ignorância!
Ah! eu que estou aqui, me dando conta de tantas coisas óbvias, trazendo ao meu consciente, o motivo da amargura do inconsciente.
É que, um belo dia, dançar, mesmo que em casa, sozinha, escutando minhas músicas e fazendo meu serviço, já não faz mais parte de mim. Assim fica claro que dançar em pista de danças, salão de baile e sei lá onde mais, saiu muito antes.
Saiu a dança da minha vida!!!
A música está saindo da minha vida!!!
Socorro!!!
Vamos mudar de assunto?
Existem prazeres simples, mas muito gostosos, como comer frutas cítricas(laranjas e bergamotas) bem sentadinha, em uma gostosa tarde de inverno, no solzinho da tarde, quentinho, acolhedor.
Um belo dia descobri que, não como mais frutas, muito menos sentada, lagarteando no sol de inverno.
Um belo dia descobri que, não fico mais dois anos fazendo o mesmo tricô, que por errar, desmancho, e lá se vai a estação, descobri que talvez faça dois anos que não pegue a sacola do último tricô começado.
Descobri que, as últimas e poucas plantas que restam no interior de minha casa, estão morrendo e também descobri que as que existem, e são poucas, faz muito tempo que não colocam folhas novas..... violetas? Bem, elas morreram e a última que sobrou, só tem algumas poucas folhas sem vida, como se ali estivesse só para me agradar e não me deixar só.
O toque mágico da existência, existe atualmente um vasinho de violetas com flor (branca com bordas roxas), que ganhei do meu amor, no dia dos namorados. Preciso não deixá-la morrer!
Descobri que tem chovido muito,mas faz muito tempo que fiz sessão matinê, ver filme à tarde, com uma bacia de pipocas e um gostoso chimarrão. E bolinhos de chuva? Bem,acho até que esqueci o gosto.... Descobri um belo dia, que perdi as contas dos livros iniciados.....se bem que, esses meus companheiros, ainda sinto o sabor triste da saudade, quando se chega a última página, nesse último ano, acho que fiz isso uma 7 ou 8 vezes (muito pouco, antes eram um por semana, às vezes mais, às vezes menos). Deles, ainda não consegui desprender, e há a leitura na net.

Um belo dia descobri que, não há mais amigas para reunir em casa, tomar chá, chocolate, chimarrão e jogar conversa fora, tricotando ou fazendo crochet.

E pensando nelas, descobri estarrecida, que no último verão não fui a beira da lagoa, nem um único dia pela manhã. Um verão seco, com dias de sol intenso, temperaturas de às vezes mais de 35ºC.... e, então, eu descobri que não sei qual foi a última vez que caminhei, tranquilamente pela beira da lagoa....
Isso no verão, no inverno, bem no inverno, só sei pelo ônibus, que a lagoa está um lindo e prateado espelho.


E talvez um dia, eu volte para escrever mais escrevinhandos!

Xadai!
LumaEloraAislin.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Um pedaço de mim, que ofereço a vocês.


Eu sou aquilo que expresso ser, e aquilo que guardo no interior de meu ser. Sou por vezes indefinível, tantas outras previsível, uma banal criatura.

Nasci, nesse tempo do hoje, mensurado pelas três dimensões da matéria, uma mulher...... como mulher, pari dois amados seres, meus filhos! Jamais meus seres! Ainda aqui, carrego comigo, ao meu lado, um ser amado, meu homem, meu companheiro.

Tenho nessa vida a companhia de muitas almas irmãs, onde nos amamos, misturamos nossas alegrias e secamos nossas lágrimas, uns aos outros, com o coração exaltado de prazer, porque sabemos que, temos uns aos outros, somos partilha!

Sou simples, sou pequena, sou pena e rocha. Amo a natureza, nela tenho meu alimento, minha alegria, o motivo para continuar, mesmo dentro de infinita saudade de um lugar que lá está...

Reverencio Deuses, honro elementais, me encanto com flores, com animais.

Choro muito, sinto falta, dou gostosas gargalhadas...

Sou atrapalhada, danço a coreografia da vida às vezes com graça, às vezes com dor.

De todas as coisas que amo, amo com maior intensidade o próprio amor, como fim único, como meio de agir, como início de jornada... como religião, o religare! O amor! Onde nada acontece, se o religare não religar o que se vê, ao divino interior. Jamais o contato com a divindade externa se dará, se a divindade interna não se descobrir.

Tenho dois textos, no perfil de meu orkut, que me descrevem muito bem, duas formas, duas medidas.

Porque sou bruxa, sacerdotisa devota da Deusa, sou poeira cósmica no mar do universo, lagoa serena e mar revolto, manto negro da noite, luz de estrela no céu.

Meu nome me define, meu nome composto que abarca o ocidente e o oriente, um se traduz em luz e o outro em pureza, como bruxa a forma unida, primeira sílaba de um, última de outro, daí Luma, reforçado por Elora, que ser Luz, Aislin, o sonho...

Aislin, o nome me ofertado, o nome da Senhora da fadas.Isso se traduz em sou pequena luz, que sonha em iluminar teu coração, e que minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor, e a outra metade.....também!
Luma Elora Aislin