Luma Elora Aislin

Luma Elora Aislin
Sabá de Ostara

segunda-feira, 3 de março de 2008

Sou boa de cozinha .....


Sou boa de cozinha, melhor ainda, de apetite. Se cozinhar é uma arte, comer é um prazer, ambas as coisas se misturam, se enlaçam como amantes e,esse é um exercício nato em uma bruxa, simplesmente faz parte do caminho, cozinhar, mais ainda, e antes de tudo, é magia, assim como é, o escrever (já essa é uma arte que não domino bem!).
Dia desses resolvi cozinhar para mim, estranhou? Pois, não estranhe, existe cozinhar, e “cozinhar”. Eu adoro abóbora com galinha, as duas coisas juntas me fazem muito bem, uma alquimia deliciosa!
Então,comprei uma linda e redonda abóbora e pedi ao meu marido, o precioso favor de corta-la para mim e, ele foi mais longe, também cortou as fatias (se acham que isso não tem importância, é que vocês não sabe da história toda, mas essa é uma outra parte da teia, chamada vida da Lúcia...), vamos voltar as fatias...Minha intenção era simplesmente fazer galinha com abóbora, mas quando percebi eu estava fazendo a “minha galinha com abóbora”, daquele jeito “bruxesco” de cozinhar.
Quando estava eu em volta do fogão, meu marido chegou, e falei a ele o que estava fazendo. Disse a ele: - e aí! Está gostando de ver uma comida de bruxa, sendo feita? No que ele respondeu: - e tem comida de bruxa? Essa eu não sabia! E, como é comida de bruxa?
- Sim, Volnir. Tem comida de bruxa e eu estou fazendo uma.
Ainda bem que ele não disse, - mas não estou vendo nenhum caldeirão fervente com olhos, patas, ossos e sei mais lá o que, boiando por aqui! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
Comida de bruxa é aquela em que não há limites, não há padrões, comida de bruxa, é comida feita pela bruxa, para a bruxa. Não há receita, não há medidas, tem intuição, os olhos passeiam pela cozinha, miram temperos, ingredientes saltam como num passe de mágica e tudo vai para a panela realizar a dança do sabor, da cor, do cheiro.... a alquimia dos elementos, nada está ali por acaso, se analisarmos todos os ingrediente, teremos um tratamento completo, para o corpo, mente e espírito, e tudo isso sem que se perceba, tudo intuído, sentido, acontece.
É o mais puro exercício da magia, tanto é que gerou uma tradição dentro da bruxaria contemporânea (nossa! Escrevi bonito agora!), “as bruxas de cozinha”.
Tudo isso pensei enquanto respondi, “sim, existe”.
Saiu ele da cozinha e continuei eu com minha mágica mistura, sentindo o cheiro dos temperos e viajando no tempo.
Percebi, então, uma coisa, sempre achei que os “insights” que eu tinha cozinhava, se dava devido a concentração, muito mais do que isso, tendo eu que cozinhar todo dia, além de realizar os outros serviços domésticos, não sobra tempo para realizar meditação, viagens astrais, visualizações etc, em relação a isso, inclusive, tenho tristeza e culpa, tristeza, porque não tenho tempo para realizar minhas atividades e consequentemente desfrutar de todo benefício e sabedoria que poderia advir das práticas, culpa, porque fico eu pregando e ensinando, uma coisa que não realizo, sabem o tradicional ”faz o que digo mas, não faça o que eu faço?” pois é...resultado, tristeza, culpa, no mínimo isso. Contudo, nesse dia mágico, entendi, ou melhor, “recebi” a compreensão do que “realmente” ocorre.
Nesse entendimento, tive respaldo nas palavras de Osho, um trecho de seus ensinamentos, que achei bem interessante, e que em dado momento achei um exercício bem proveitoso de se fazer, apenas, apenas, não percebi que eu já o realizava! E como!
E é dessa forma que vivemos, um simples desejo de comer um alimento, gerou um entendimento que eu não havia tido, como conseqüência produziu uma cura.... de enorme proporção e, de quebra, ocorreu mais um entrosamento, entre eu e meu homem, mais uma troca de experiência, mais um passo no aprofundamento da relação.
Sabem por quê?
Sentamos à mesa e ele me surpreendeu com seu pedido. Me passou seu prato vazio e pediu que eu o servisse do meu jeito, ou seja, ele queria que eu colocasse em seu prato o que “eu” gostaria que ele comece.
Se eu queria, que ele comece minha comida de bruxa? Ora! Não existe prazer maior para uma bruxa, do que compartilhar! De que adianta o exercício da magia, se não existe um objetivo, um ideal à ser atingido.
Ele comeu minha comida de bruxa, não reclamou, não criticou...repetiu...pode não ser, como, não é sua maneira predileta de se alimentar, mas foi um ato de amor, respeito, consideração, mais um motivo para admirar o homem com quem divido a minha vida, e o melhor de tudo, não mais a vida do ser humano, social, mulher, Lúcia mas, a vida da bruxa Luma Elora Aislin, isso é uma benção! Uma grandiosa benção da Grande Mãe.
No meio do almoço, mesmo sem racionalizar, tudo que agora está aqui posto, mas por intuição e entrega, lhe agradeci, não pelo simples fato de comer a comida, mas pelo fato de que ele tinha me dado a idéia de um dos capítulos do meu livro.
E aqui estou eu dias depois, colocando essa prévia no papel e nesse momento me dando conta de tudo que aconteceu. A grandiosidade e a magia, do que seria um dia comum em minha vida. Um dia para ser lembrado e, registrado, porque dele extraí muito mais do que um simples prato de comida, que gosto de comer e, que a família não curte, “abóbora”.
Abóbora! Ela te lembra de alguma coisa? Mera coincidência? Não, não existem coincidências, tenho certeza que a magia do “ser abóbora”, sua linda cor solar, seu sabor adocicado, esconde muito do segredo do que aconteceu naquele dia.
Quanto a lua que estava no céu? Bem, eu ainda ontem estava triste, encimesmada, não havia realizado o esbá de lua cheia, muito menos cultuado a face crescente, que é a face, que traduz a minha personalidade mágica, sou uma bruxa de lua crescente, olhei na folhinha, dia em que a lua cheia entrou! Bem, estou feliz, muito mais que feliz! O esbá foi feito...apenas eu não sabia...e, o mais importante, alguém do outro lado do véu, alguém que habita estrelas, luas e sóis, alguém que dança com o vento, me ama e me protege sob seu manto.
Ligando tudo e mais uma “coincidência”, durante a face cheia, tive um “surto criativo” e escrevi o “Cântico à Deusa”, a última vez que escrevi algo parecido com um poema, foi em agosto de 2007. Coincidência?
Bem, para mim sincronicidade, por isso e, afinal “sou uma bruxa”!....E, de cozinha, também!
Bênçãos de luz e paz, em suas cozinhas!

Luma Elora Aislin
27.01.2008




À propósito, sabe onde estou agora? Sim! Na cozinha e, sim, cozinhando...são exatamente 13 hs e minha comida ficou pronta e, terminei aqui!
Bem, eu vou dispor as coisas na mesa e servir o almoço.
Se é galinha com abóbora? Não, é porco assado com batatas, rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrs
Mudam os ingredientes, mas a magia continua!
Fui!
Voltei....
Ah! Hoje pela manhã, como de costume, li um pedacinho de algum livro, dos muitos que leio simultaneamente, então li sobre a meditação com a águia. Não escolhi, era a página seguinte da leitura de ontem.
A águia é a portadora da visão ampla, visão que nos permite realizar escolhas. Ter “visão de águia” significa obter conhecimento para que façamos sábias escolhas. Não tenho eu nenhuma dúvida, que apesar da simples leitura, o objetivo da meditação foi alcançado.
Entendi nesse dia de hoje que muito mais importante que traçar o círculo sagrado, que usar instrumentos, que invocar as energias e os Deuses, que enfim, ritualizar e realizar feitiços, é “viver” com magia, é honrar os Deuses e os elementos à cada respiração que se faça, cada passo que se dê, cada tarefa que se realize.
É claro, que a realização dos rituais servem , entre todas as outras coisas, justamente para isso, nos deixar nesse mágico estado de viver, e de sintonizar com os Deuses.
E a grande sabedoria da vida é perceber essa conexão e dela usufruir, em perfeito amor e com perfeita confiança, numa entrega diária e constante. Uma entrega plena, que no andar da carruagem, ou no acomodar das abóboras, para voltar ao tema, se traduz numa plena consciência do trilhar o caminho e a certeza de que, como diria, Paulo Coelho, se estar vivendo a lenda pessoal.
Sim, eu vivo minha lenda pessoal. Pode não ser bonita, agradável, mas estou fazendo o que aqui vim fazer.

Namastê
Blessed be
Luma Elora Aislin

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Cântico à Deusa


Aprendam a não esperar por mim....

Aprendam a não me fazer verter lágrimas,
minha face foi criada para lhes sorrir,
meu sorriso aquece suas almas.

Aprendam a andar sozinhos....
a percorrer caminhos, a correr estradas e subir montanhas.

Aprendam a amar os animais,
pele e pelos se completam,
piados, grunhidos, latidos, miados...
são fundo musicais para suas palavras.

Aprendam a falar...
o universo registra e, eu acolho em meu coração.

Aprendam a não me ofender,
gritos, blasfêmias e pragas, rasgam meu ser.

Aprendam a sentir meu cheiro nas flores,
e, a ler minhas vontades nas nuvens,
meu gosto?
Provem do mel, deliciem~se com frutas e sumos.

Aprendam a nadar ao vento e a voar nas águas,
a harmonia dos contrastes, geram equilíbrio.

Aprendam a não se queimar,
no crepitar da chama que alimento,
e, da terra que gerei, tirem seus alimentos,
provem do mar, mas não se afoguem.

Aprendam a me amar, porque sou espelho, reflito o amor...
e, seus ódios e rancores, me fazem quebrar.

Aprendam que sou o que sou...
Sou início, meio e fim.

Aprendam sobre luz e sobre sombra,
sou dual, inconstante, mas sou única.

Aprendam que por mim hão de morrer,
e, que de mim renascerão.

Aprendam a dança da vida,
o movimento dos elementos.
Me leiam nas folhas, me sintam nas florestas.....
mergulhem em mim, quando no mar,
pisem meu corpo, quando em terra.

Aprendam a criar raízes,
porque meu fogo interior,
queimará o que de mim não vier.

Aprendam o caminho, o vôo,
a nadar e a cantar...
soem tambores, entoem músicas,
em minha honra e do que criei.

Aprendam que de minhas crias me alimento,
sou caça, sou a caçada, sou caçadora,
tão pura, quanto densa.
Então, aprendam meus segredos,
ouçam meu canto, meus gemidos.

Olhem nos meus olhos, me enlacem, mas....
Não esperem por mim!

Ao Senhor dos tempos dei forças,
para o Universo expandir e crescer...
e, na minha amplitude, se fundir.....

Então, não esperem por mim!

Porque das cores, sou todas e nenhuma,
e seus olhos não me alcançarão...
naveguem e galopem,
girem como folhas ao vento......

aprendam a me sentir,
no pulsar do sangue,
e a me ver no “nada”,
somente assim, me alcançarão....


Luma Elora Aislin

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Ainda sobre Nomes: Bruxo e Mágico


Conforme coloquei no texto anterior a este, tudo varia de acordo com as tradições mágicas envolvidas, pois que dependendo da egrégora, resulta na forma de mudança de nome então, atentem bem para uma coisa, isso não ocorre apenas na Wicca, esse autor é Wiccan, dentro da Wicca, já há divergências, aí temos a Bruxaria e dentro dela inúmeras tradições, tantas quantas as várias culturas que desenvolvem sua religião dentro de sistema de magia e/ou xamânica....e, até as não religiões, mas aquilo que conhecemos como ordem secreta, e, também nas religiões intituídas, principalmente no cristianismo católico.

O ritual de mudança de nome é absolutamente uma coisa bastante importante, desde que determina a mudança do mantra em que se é reconhecido nas esferas universais, para um nome que se faz jus a nova situação de vida que assumimos quando do desenvolvimento na trilha do caminho espiritual...assim, as noviças no interior dos conventos, os monges, os pais de santo, os magos, as bruxas, etc trocam seus nomes.

Muito simples o motivo, estamos renascendo para uma coisa nova e muito maior e isso implica em nossa valorização como ser humano, e isso começa com nosso próprio nome, por uma razão muito simples, nós não o escolhemos, carregamos vida a fora um mantra, uma chave que nos faz ser reconhecido,e que ninguém se preocupou se a sonoridade dele nos faz música aos ouvidos e muito menos se o seu significado faz parceria com nossos anseios, querem uma prova? Qual de nós nas brincadeiras da infância ao brincar de mamãe e bonecas ou de heróis, mocinhos, bandidos, não trocamos o nome? Vamos mais longe...qual de nós na infância ou adolescência, quando conhecemos alguém que não nos conhece e que não terá mais contato conosco, ou assim pensamos, não deu outro nome e não aquele nosso. Em adolescentes em festa é coisa corriqueira....... isso, nada mais é do que a necessidade inconsciente de se autodenominar seguindo uma linha de congruência, entre nós, o que somos e o nosso próprio nome, afinal das contas nem todos tem pais bruxos, magos etc, para que nosso nome seja colocado de acordo com as estrelas vigente no céu no momento!

Então, vamos deixar as demais situações para lá e pensar de forma prática, estou satisfeita com meu nome? Algum nome me persegue desde a infância e gosto demais dele? E, por aí vai............ Então, de repente nos damos por nós e nos descobrimos bruxas, seja pelo caminho do sol ou pelo caminho da lua, lá vamos nós e após iniciação, leia-se aqui resolução de comprometimento e auto-aceitação, iremos renascer e então seremos rebatizadas, e isso já dispus, se dá de diferentes formas, devido as várias tradições.

Como eu trato o assunto: Sim, eu trato com dois nomes, sempre ou não, vai depender de cada um, mas, penso nome bruxo que nem livro das sombras, penso que ele é dois e não um,, isso se faz necessário, devido a motivos de auto defesa, já que poderá ocorrer ataques mágicos proveniente de outro bruxo, digamos, politicamente não muito correto, embora, tanto o nome bruxo, como o de batismo, poderão servir para as maldades alheia, mas o nome mágico, não tanto pelo fato de ele ser alvo de maldades mágicas, mas pelo fato do respeito aos Deuses mesmo, pelo fato de que cada um de nós é um único universo, uma única criação divina e devemos ter um som, um mantra, algo que nos identifique diante de nossos criadores.

Dessa forma, sempre oriento que uma bruxa tenha seu nome bruxo, esse que é divulgado, que a retrata como tal, se ela se expõe na mídia, lá está seu nome, se escreve um artigo, um livro dá uma palestra, lá está seu mantra, específicamente criado com carinho e dedicação, para isso, eu me nomeio Bruxa de tal! Com o mesmo ela é reconhecida em seu Coven, bem como nos demais que possam estabelecer vínculos, ou seja, nos meios da Arte, bem como fora dela, se for seu desejos e se puder (há quem não possa se mostrar como tal, no mundo profano).
E, também oriento que tenha seu nome Mágico, aquele que será sua assinatura diante dos Deuses, aquele pronunciado apenas por si próprio de forma ritualística e em estado de total devoção, exemplo, quando de um ritual, uma vez lançado o círculo e aberto os portais, quando clamo solenemente pela presença de meus Senhores eu digo em palavras aqui está Luma Elora Aislin, e em pensamento aqui está ....... diante de Vós, em amor e confiança para todo o sempre........ás vezes vem mais coisas, mas isso já é do ritual e não do nome.
Pode ocorrer que não sintam necessidade de ter o nome mágico, tudo bem, aí só terão o nome bruxo, também pode ser que queiram ter o nome mágico e conservar seu nome de batismo, sem que adote nome bruxo, também tudo bem, cada um sabe em seu íntimo aquilo que mais lhe convém. Mas, uma vez estabelecido o que será, em relação ao nome mágico, vale aquilo por bom senso a descrição e a não revelação do mesmo, o nome mágico é sagrado, e para melhor relação do bruxo com a magia, urge que fique desconhecido.
Outra situação que pode ocorrer é um terceiro nome, onde um Bruxo escolhe seu nome para se expor totalmente, um nome bruxo resguardado apenas para os membros do Coven e, um nome mágico.

Já li em alguma obra que não recordo agora, que ao nome bruxo dependendo da época em que nos encontramos, seja nos estudos e iniciações da Arte, ou seja, por situações de vida que passamos, atrelamos um outro nome ou alteramos algum nome ou todo ele. Exemplo: Uma pessoa escolhe seu nome bruxo, Liria Selene, é jovem e, vai seguindo sua vida, num dado momento ela percebe que não se identifica mais tanto com o nome, sua vida mudou o tempo passou, ela não se sente somente coma a energia da lua jovem, ela quer ancorar em si uma energia mais maternal ou mais anciã, ou se tornou muito introspectiva, então troca seu nome, ou acrescenta um outro que o torne mais denso, ou porque conheceu alguma divindade que passou a ser sua companheira no mundo da magia, ou ainda porque simplesmente lá pelas cansadas, no decorrer do caminho, ela literalmente ouviu de alguém do outro lado do véu, troque seu nome! Eu te nomeio fulana de tal, ou simplesmente, como aconteceu com alguém que conheço, que um dia dormiu, numa viagem de ônibus, coisa que jamais fez, daqueles que só pega no sono em casa, na sua caminha, com travesseiro etc...... mas, dormiu e, teve um sonhos, em que estava no dito ônibus, então o ônibus parou e o motorista o chamou para fora, quando desceu, ao invés da paisagem esperada, estava em densa floresta, macacos pulavam de todos os lados, batiam palmas, comiam bananas, até que de dentro da floresta surgiu um gorila, tinha uma penca de bananas nas mãos, chegou perto dele, entregou-lhe as bananas, dizendo: A senhora da floresta mandou entregar para que faças os remédios, não vais esquecer! Fulano de tal!
E tudo sumiu, ele acordou baratinado com a imagem e o nome ressoando nos ouvidos, quando desceu do ônibus, para lanchar, foi comprar uma revista em quadrinhos e lá estava o primeiro nome de que foi chamado como personagem principal. Bem, meu amigo, entendeu a mensagem, e no próximo encontro com seu grupo comunicou o seu novo nome.


Luma Elora Aislin

Nome Bruxo e Nome Mágico


O Nome Mágico ou de Bruxo.....

Algumas Tradições, e por consequência alguns autores, usam maneiras diferentes para dispor do nome utilizado na Arte. Ou melhor da forma como é utilizado. Vou colocar aqui a opinião de Raymond Buckland, conforme ele refere, o nome Mágico ou de Bruxo: " A maioria dos wiccanos tem um nome mágico, ou nome de bruxo, que usa dentro da Arte. Ao contrário do nome que você recebe quando nasce, esse é você quem escolhe, portanto seja cuidadoso. (Se preferir manter o nome de batismo tudo bem). Ao escolher esse nome, eu recomendo que siga algumas orientações que eu darei em seguida. Quando eu fui iniciado pela primeira vez, em 1963, o coven do qual eu me tornei membro deu-me uma lista de nomes para que eu escolhesse um deles. Como solitário, você não terá uma lista de nomes, o que significa que poderá escolher o que quiser.Quando se tornar um bruxo (e eu comentarei posteriormente sobre a cerimônia que de fato fará de você um bruxo), você passará por um renascimento. Começará uma vida nova. algumas pessoas inventam um nome, outras adotam o nome de um bruxo famoso do passado e outras usam o nome de uma divindade. embora eu pessoalmente ache a última opção um tanto presunçosa, ela se tornou uma prática comum. (É claro que, se fizer essa opção, você acabará percebendo que existem dúzias de bruxos com o mesmo nome que o seu, como Cerridwen, Merlin ou algo parecido. Eu acho melhor que você escolha um nome que seja só seu). Você poderia escolher um que tivesse um ar de Bruxaria, mas por que não fazer a coisa da maneira mais correta? Por que não selecionar um nome apropriado do ponto de vista mágico, usando para isso a numerologia?Comece encontrando o seu número de nascimento e, então escolha um nome que tenha o mesmo número, quando somado o valor de suas letras, pois por ter o mesmo valor terá as mesmas vibrações, e será, dessa forma o nome certo para você do ponto de vista mágico.Ele ainda recomenda o fato de ter um nome simples ou composto.

Por Buckland in O Guia da Tradição Wicca para Bruxos Solitários.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Minha Fada Madrinha


FADA DA INTUIÇÃO: LAZULI


Lazuli é uma fada azul como o lápis lazúli, pedra da qual toma seu nome.
No Antigo Egito, essa pedra era considerada como um mensageiro divino e um grande purificador.O canto dessa fada se parece com o murmúrio da água e gosta de
habitar as cascatas.
Talvez a origem dessa fada remonte à época em que as Grandes Águas recobriram toda a Terra, se retirando formando os oceanos, deixando no entanto o testemunho de sua presença oculta atrás do coração de suas montanhas.


MENSAGEM: "Meu trabalho consiste em conduzir-te aos umbrais da mente onde reside a percepção e empurrar-te suavemente pelo azul desse universo sutil, até o oceano da intuição, muito além de tuas ilusões, na tranqüila e serena viagem da mente que se une ao coração.Para que eu possa levar-te, escute minha voz que funde-se com o canto da água que desliza suavemente e cai em forma de alegres cascatas."Essa fada diz que em busca da perfeição podemos nos tornar excessivamente diligentes e concentrados em nós mesmos, não permitindo que a intuição nos interpenetre e conseqüentemente, não consentindo o acesso há umas formas de percepção muito mais sutis sobre a "substância" das coisas. É a fada Lazuli que fará essa conexão espiritual que necessitas para ver o mundo como outros olhos.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Nó Afetivo


Em uma reunião de pais, numa escola da periferia,
a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos;
pedia-lhes também que se fizessem presentes
o máximo de tempo possível...
Ela entendia que, embora a maioria dos pais
e mães daquela comunidade trabalhassem fora,
deveriam achar um tempinho
para se dedicar e entender as crianças.
Mas a diretora ficou muito surpresa
quando um pai se levantou e explicou,
com seu jeito humilde,
que ele não tinha tempo de falar com o filho,
nem de vê-lo, durante a semana, porque,
quando ele saía para trabalhar,
era muito cedo, e o filho ainda estava dormindo...
Quando voltava do serviço, já era muito tarde,
e o garoto não estava mais acordado.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar
assim para prover o sustento da família,
mas também contou que isso o deixava angustiado
por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir,
indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.
E, para que o filho soubesse da sua presença,
ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.
Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo.
Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele,
que o pai tinha estado ali e o havia beijado.
O nó era o meio de comunicação entre eles.
A diretora emocionou-se com aquela singela história
e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai
era um dos melhores alunos da escola.
O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de as pessoas
se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros.
Aquele pai encontrou a sua, que era simples, mas eficiente.
E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo,
o que o pai estava lhe dizendo.
Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas
e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento;
simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam,
para aquele filho, muito mais do que presentes ou desculpas vazias.
É válido que nos preocupemos com as pessoas,
mas é importante que elas saibam, que elas sintam isso.
Para que haja a comunicação é preciso que as pessoas "ouçam"
a linguagem do nosso coração, pois, em matéria de afeto,
os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.
É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto,
cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro.
As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras,
mas sabem registrar um gesto de amor.
Mesmo que esse gesto seja apenas um nó...
Um nó cheio de afeto e carinho.

E VOCÊ... JÁ DEU ALGUM NÓ AFETIVO HOJE?


Mil carinhos!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Sobre Mulheres..........

" As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos ... Mulheres são como maçãs em árvore. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles tem medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade eles estão errados ... Elas tem que esperar um pouco para o homem certo chegar ... aquele que é valente o bastante pra escalar até o topo da árvore."(Machado de Assis)